
Título: A boneka escreve - muita - poesia
Autor: Gianni Gomes
Sinopse: Na cultura latino-americana, ser travesti é uma afirmação política e cultural de resistência e autonomia. As travestis abraçam a feminilidade desafiando normas e expectativas consideradas comuns, e reivindicando seu próprio espaço. Um lirismo travesti envolve a apropriação de palavras e expressões usadas para deslegitimar ou violentar, e a transformação delas em instrumentos de poder, beleza e afirmação. "Assunção", o poema que abre esta coletânea, traz encapsulada na declaração "E sou o que sou / Contra todos", a postura firme de resistência e autoafirmação. A identidade aqui não é uma concessão ou algo que se conforma aos outros; é uma força natural, intrínseca e inegável, a força da existência. Eis Gianni Gomes, a poeta portadora da indignação, com seu lamento trilado e agudo que se espalha para todas as direções, cortando os espíritos.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A boneka escreve – muita – poesia”, de Gianni Gomes, publicado pela editora Patuá, em 2024 e com 60 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Patuá
Páginas: 60
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6558649675
ISBN13: 9786558649670
Sobre a editora
Os livros da editora Patuá convidam o leitor a navegar por universos literários que exploram a intensidade das emoções e a complexidade das relações humanas, muitas vezes atravessadas por temas como memória, identidade e transformação. A leitura costuma oscilar entre o lírico e o inquietante, com narrativas que transitam entre o realismo poético e o fantástico, sem abrir mão de um tom reflexivo e, por vezes, melancólico. A prosa e a poesia se entrelaçam em textos que desafiam a linearidade, valorizando a fragmentação e a experimentação formal. O catálogo revela obras que dialogam com questões sociais atuais, como sexualidade, violência e silêncio, sempre com uma escrita que privilegia a densidade afetiva e o ritmo cadenciado.
