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A oficina da história

Título: A oficina da história

Autor: François Furet

Sinopse: A história enriqueceu-se com temas e métodos que foi buscar às disciplinas vizinhas e também com o relativo esbatimento das separações disciplinares. Anexou metodologias das ciências sociais. Passou dum saber sobre "a nação" para um saber sonre "a sociedade". E soube absorver tudo isto sem nada abandonar: pedindo emprestado a todos os lados não se tornou dependente de nenhum credor, adquirindo uma infinita curiosidade e um enorme ecletismo metodológico. É desta situação que a história retira força e parece obter superioridade sobre as ciências sociais. Como soube a história abraçar o espírito deste fim de século para fazer dele matéria dos seus estudos? Como continua a história a ser hoje instrumento privilegiado para compreender "o contemporâneo", para interpretar "o que vai acontecendo"? François Furet faz precisamente neste livro o inventário crítico destas questões fundamentais. Um inventário que não é sistemático, que segue um itinerário um pouco caprihoso, ao acaso dos livros, das ocasiões e dos assuntos. Mistura a história da história ao exame da sua situação actual, e o comentário de alguns autores clássicos, como Boulainvilliers, Gibbon e Tocqueville, com reflexões sobre problemas contemporâneos.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A oficina da história”, de François Furet, publicado pela editora Gradiva e com 209 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Gradiva

Páginas: 209

Ano:

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de FRANCOIS FURET oferece um mergulho denso e crítico na história política, especialmente na Revolução Francesa e no século XX. Sua prosa é analítica, com ritmo que alterna entre o rigor intelectual e a reflexão profunda sobre as paixões políticas e ideológicas. O tom é sóbrio, evitando romantizações, e convida o leitor a questionar interpretações consolidadas, sobretudo as marxistas, apresentando uma visão que privilegia o pensamento conceitual e a singularidade dos eventos históricos. Há uma tensão constante entre o universal e o particular, entre o passado e suas reverberações no presente, que instiga o leitor a pensar a história não apenas como relato, mas como diálogo com ideias e ideais. Nos livros de FRANCOIS FURET, a experiência é tanto intelectual quanto emocional, pois as análises das utopias, dos regimes totalitários e das paixões revolucionárias revelam os paradoxos da modernidade.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Gradiva costumam explorar temas densos e reflexivos, com uma forte presença de obras que discutem filosofia, ciência e história em profundidade. A experiência de leitura tende a ser intelectual e instigante, muitas vezes combinando rigor teórico com linguagem acessível, como é o caso de textos que abordam a filosofia da mente ou a história das ideias. Além disso, há títulos que trazem relatos históricos e ensaios que dialogam com acontecimentos contemporâneos e passados, oferecendo perspectivas críticas sobre política, sociedade e cultura. O catálogo apresenta tanto obras mais narrativas, que contam histórias humanas e sociais, quanto trabalhos mais informativos e didáticos, voltados para estudantes e leitores interessados em compreender conceitos complexos. Essa diversidade cria um contraste interessante entre textos que convidam à reflexão profunda e outros que estruturam o conhecimento de forma clara e prática.

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