
Título: Ar, água: Catarina Barros
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: Na constelação de personagens que compõem a história da leitura (de cada indivíduo, leitor, legente) acontece por vezes a formação de um parentesco, mais ou menos provável, cuja relação – como, de resto, nas famílias normais – pode não ser imediata. a ligação entre Ellida Wangel e Clarissa Dalloway, duas personagens separadas por todas as evidências, ocorreu-me como só ocorrem certos fenómenos atmosféricos: primeiro, como uma intuição (ou uma suspeita); e, logo a seguir, como uma irreversibilidade (uma ressaca). Quero com isto dizer que, chegada aqui, mais não pude voltar atrás. a evidência desta relação não resultou de um estudo prolongado mas de uma visão imberbe. Quis o pensamento consolidar a ideia, para logo a seguir desmantelá-la, questionando-a, boicotando-a, impedindo-me até de prosseguir o seu desenvolvimento. o motivo central, creio, terá sido um certo tipo de pudor, explicável apenas por carta, numa espécie de confissão: sabes, tudo isto me parece uma profanação.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ar, água: Catarina Barros”, de Cadastro de autores, publicado pela editora Chão de Feira, em 2013 e com 4 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Chão de Feira
Páginas: 4
Ano: 2013
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Chão de feira convidam o leitor a navegar entre reflexões densas e narrativas que exploram o encontro entre cultura, linguagem e experiência humana. O catálogo reúne obras que transitam entre o ensaio filosófico, a literatura de memórias e relatos de vozes indígenas, criando um diálogo entre passado e presente, entre o pessoal e o coletivo. A leitura costuma exigir atenção à linguagem e ao pensamento, com textos que ora se detêm em análises conceituais, ora se abrem para imagens sensoriais e poéticas. Há um ritmo que privilegia a reflexão profunda, sem abrir mão de uma certa leveza na construção das ideias, e que por vezes se aproxima da oralidade ou da escrita ensaística.
