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As Grandes Heresias

Título: As Grandes Heresias

Autor: Hilaire Belloc

Sinopse: Foi editado finalmente no Brasil, no final do ano passado, o livro As Grandes Heresias, do anglo-francês Hilaire Belloc, pela Editora Permanência. Belloc foi um autor que marcou o seu tempo. Filho de pai francês e mãe inglesa, ficou órfão de pai aos dois anos de idade e a mãe optou por ir morar na Inglaterra. Assumiu a cidadania inglesa, mas prestou serviço militar na França, o que mostra que foi um homem dos dois mundos. Foi muito amigo de Chesterton, assim como de H.G Wells e Bernard Shaw. Deixou vasta obra. Belloc foi um católico devoto. Neste livro ele nos legou um grande trabalho histórico, ainda que haja na obra algo de inacabado. Também pudera, foi concluído em 1938, véspera dos maiores acontecimentos militares e políticos de todos os tempos. Nele Belloc narra as grandes heresias que afetaram o catolicismo para ele sinônimo de cristianismo desde o começo. O livro tem algumas singularidades, ente elas o fato de colocar o islamismo como uma forma de heresia cristã, a mais letal e perigosa de todas, a que tem posto o Ocidente em xeque desde o seu surgimento. E foi profético ao dizer que o Islã poderia novamente repetir suas façanhas, mesmo que na ocasião da conclusão do livro não houvesse mais nenhuma potência islâmica capaz de desafiar o Ocidente. É como se tivesse previsto o 11 de setembro. Outra afirmação sua bastante contundente foi dizer que todas as igrejas protestantes não passam de heresias e sua verve é implacável sobretudo com as seitas fundadas por João Calvino. Hoje em dia a coisa pode soar politicamente incorreta, já que vivemos tempos de covardia. Tempos de relativismo religioso e cultural, tempos de ecumenismo com o qual certamente ele não se conformaria. Para ele, a verdade estava com o catolicismo e ponto. Seu capítulo final discorre sobre a fase moderna, mas é curto e incompleto por não ter visto o desfecho do nazismo e do muro de Berlim. Mas, ainda assim, previu muita coisa importante. A dissolução dos costumes cristãos não passa, segundo ele, da repetição da tragédia das heresias mais antigas, notadamente a albingense, com sua permissividade, sua luta pela dissolução do matrimônio, seu desvalor pela vida humana. Escreveu Belloc sobre os albingenses: Todos os sacramentos foram abandonados. Em seu lugar, um estranho ritual foi adotado, que envolvia a adoração do fogo, chamado a consolação, por meio do qual acreditava-se que a alma era purificada. A propagação da espécie humana foi atacada o casamento era condenado e os líderes da seita espalhavam todo tipo de extravagâncias que se podem encontrar pairando sobre o maniqueísmo e o puritanismo, onde quer que apareçam. O vinho é mal, a carne é má, a guerra era sempre absolutamente má, e assim também a pena capital mas um pecado sem perdão era a reconciliação com a Igreja Católica. Podemos ver que, se vivo fosse, Belloc acharia que os albingenses voltaram, nesses tempos de aborto estatizado, de sexo livre, de casamento homossexual, de perversões de toda ordem homologadas pelo sistema jurídico. Nem mesmo o protestantismo venceu seu sucedâneo é a confraria dos ateus, que tomou conta dos centros de saber de todo o Ocidente. Talvez os tempos de hoje sejam bem piores do que aqueles de 1938. Quem saberá o que virá em dois anos? A roda da história está novamente acelerada e os acontecimentos podem se precipitar. (Nivaldo Cordeiro)

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “As Grandes Heresias”, de Hilaire Belloc, publicado pela editora Permanência, em 2016 e com 150 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Permanência

Páginas: 150

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8585432179

ISBN13: 9788585432171

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Hilaire Belloc conduz a um mergulho denso em debates históricos e culturais, onde a prosa combina erudição com um tom firme e por vezes contundente. A narrativa alterna entre análises políticas e relatos biográficos, mantendo um ritmo que varia do contemplativo ao incisivo, sem perder a clareza. O foco está em temas como a influência da fé católica, as divisões religiosas e políticas da Europa, e as tensões entre tradições e transformações sociais. A experiência é marcada por uma tensão constante entre passado e presente, onde o autor convida o leitor a refletir sobre as consequências históricas para o mundo contemporâneo. Essa combinação torna os livros de Hilaire Belloc uma leitura que exige atenção e disposição para confrontar ideias complexas.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Permanência apresentam uma leitura marcada por temas ligados à tradição católica e à espiritualidade, com foco em aprofundar o entendimento da liturgia, da doutrina e da história da Igreja. A experiência de leitura costuma ser contemplativa e reflexiva, com textos que vão do didático para iniciantes até abordagens mais densas e teológicas, sempre com linguagem acessível para públicos variados, incluindo crianças e leitores adultos. O ritmo é geralmente pausado, privilegiando a meditação sobre a fé e a prática religiosa, com ilustrações e explicações que facilitam o acompanhamento, especialmente em obras litúrgicas. O catálogo indica uma preferência por obras que valorizam a preservação da tradição e a crítica a movimentos modernos dentro do catolicismo, sugerindo um recorte editorial que dialoga com leitores interessados em uma visão conservadora e detalhada da fé.

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