
Título: As Mamas de Tirésias
Autor: Guillaume Apollinaire
Sinopse: "As Mamas de Tirésias" não têm lugar à parte na obra de Apollinaire. […] O poeta é subtil a fingir que toma a sua flauta-de-pã por uma gaita popular. Até a rima é risível, reduzida a uma intenção cênica. Trata-se do teatro, do teatro desta época. Divertir-nos é o único propósito do dramaturgo, um criador de ilusões que não quer ver-nos desesperados: a vida basta para nos aborrecer, o pessimismo deixa de ser deste tempo. Mas não separa o teatro da vida. O tema é de hoje: não se trata, afinal, de uma peça escrita para nós? Põe em evidência a lição da guerra e moraliza de uma forma idêntica à que utiliza para rimar: divertindo-nos. "As Mamas" liberta-nos, enfim, do teatro de bulevar… Se o cinema já nos tinha dado Charlie Chaplin (e não será "As Mamas" o que ele costuma interpretar?) Apollinaire deu-nos Tirésias. […]«Os cenários de Serge Ferat evocavam, sem tornar precisos, Zanzibar e Paris no quadro fantástico de casas que procuram o infinito. Uma moralidade musical acrescentou alguma tristeza aos revólveres muito divertidos, ao acordeão, à gaita de foles e à louça partida. Max Jacob e Paul Morisse deram força aos coros, como se eles fossem anjos perdidos no meio dos homens. E a sala, em peso, emprestou à peça a música dos seus sentimentos. «Não estava lá ninguém que soubesse dar a esta manifestação o seu verdadeiro sentido, e pintores houve (alguns, ingratos, desataram mesmo a rir-se) que julgaram seu dever protestar. Nem Matisse, nem Derain, nem Picasso, nem Braque, nem Léger lá estiveram. As Mamas foi comparado a Ubu Roi e a Parade. Mas não tiveram razão: eles é que deviam ser comparados às Mamas de Tirésias. «Vou recordar-me sempre desta tarde de 24 de Junho de 1917 [a data da estreia da peça] como uma jovialidade única que me permite o presságio de um futuro para um teatro liberto da preocupação de filosofar
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “As Mamas de Tirésias”, de Guillaume Apollinaire, publicado pela editora Max Limonad, em 1985 e com 105 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Max Limonad
Páginas: 105
Ano: 1985
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Max Limonad costumam trazer obras que estimulam o debate e a reflexão crítica, muitas vezes partindo de questões complexas como direitos humanos, direito tributário e temas jurídicos contemporâneos. A leitura aqui é marcada por textos densos, que combinam análises teóricas com abordagens práticas, especialmente no campo do direito e das ciências sociais. Algumas obras apresentam um tom mais acadêmico e analítico, enquanto outras exploram narrativas que dialogam com filosofia e até mesmo literatura experimental, criando um contraste interessante no catálogo. O ritmo das publicações pode variar entre o didático e o provocativo, com textos que convidam o leitor a revisitar as perguntas iniciais e a ampliar seu entendimento sobre temas atuais e históricos.
