
Título: Caros Amigos #236: A Primeira Á Esquerda
Autor: não informado
Sinopse: Como diz o ditado, o ruim pode piorar. Assim, depois de um golpe, o Brasil assiste a muitos outros atentados, seja contra direitos e liberdades, ou contra setores que implicam em justiça e conquistas sociais, como saúde e educação públicas – quase todo dia um golpe dentro do golpe. Esta edição de Caros Amigos faz na reportagem de capa um balanço de um desses ataques, o projeto Escola Sem Partido (ESP), que faz parte de um pacote de projetos do governo golpista como a reforma do ensino médio ou mesmo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela investimentos públicos. Um movimento que já produz estragos em todo País. A reboque das ideias por trás do ESP, grupos ultraconservadores atacam estudantes que ocupam escolas. Há reações, felizmente, como também mostra a reportagem. Os avanços e ataques da direita neoliberal ocorrem em todo o mundo, com estratégias que se utilizam da imposição do medo, no fomento ao terrorismo e seu pretenso combate, que permite a governos atropelarem direitos, soberanias e tratados internacionais. A entrevista desta edição é com a militante e atual secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Djamila Ribeiro, que aborda o movimento negro atualmente, seus novos conceitos, e o racismo no mês que se comemora a Consciência Negra – que é todo dia, toda hora. A edição tem ainda uma análise sobre os estragos do tucano José Serra nas relações exteriores e seus esforços para regredir a posição do Brasil até o “tirar sapatos em aeroporto” – como ocorreu com diplomata nos EUA na era FHC. Ataques ao Mercosul, ignorância sobre o Brics, mudança de posição na ONU, rusgas com parceiros sul-americanos. As ações de lambe-botas já produzem seus efeitos negativos que definem a atual política exterior com uma palavra, velha conhecida: entreguista. Caros Amigos traz um perfil dos eleitores de Hillary e Trump, cuja eleição no início deste novembro foi decidida pela população menos beneficiada – que mesmo sabendo que nenhum dos dois iria atendê-la, tomaram posição. Também dos EUA, a edição mostra como os ataques de 11 de setembro, além de envoltos em muitas dúvidas ainda hoje, se tornaram um divisor de águas: o mundo viu surgir a “guerra ao terror”, com a militarização da segurança, suspensão de direitos, e milhares de mortes, refugiados e novas guerras. Ainda de eleição, mas no Brasil, outra reportagem mostra gays e trans eleitos, um respiro na onda conservadora que assola a conjuntura política desde 2014. A seção Perfil resgata o legado de Woody Guthrie, criador da “máquina de matar fascista”, como batizou seu violão. E, por fim, um balanço do que significa uma política de esporte bem estruturada, que fez a diferença no podium e coloca na lanterna nossos vizinhos sul-americanos. Com ilustração da capa gentilmente produzida por Luiz Gê, a edição tem ainda os artigos dos colaboradores e uma despedida: Caros Amigos terá sempre admiração pela luta na periferia e será sempre agradecida ao poeta Sergio Vaz pelos anos de parceria e colaboração. Boa leitura!
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Caros Amigos #236: A Primeira Á Esquerda”, de não informado, publicado pela editora Caros Amigos, em 2016 e com 48 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caros Amigos
Páginas: 48
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Caros Amigos oferecem uma experiência de leitura marcada por análises críticas e detalhadas dos conflitos sociais e políticos contemporâneos. A narrativa frequentemente se ancora em reportagens investigativas e ensaios que exploram temas como violência institucional, corrupção sistêmica e movimentos populares, criando um clima de tensão e urgência. O tom é predominantemente sério e reflexivo, com textos que dialogam com leitores interessados em compreender os bastidores do poder e as dinâmicas das lutas sociais no Brasil e na América Latina. O catálogo revela obras que oscilam entre abordagens mais narrativas, com histórias pessoais e relatos de resistência, e outras mais informativas, com discussões acadêmicas e análises políticas profundas.
