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Dama de Vermelho sobre Fundo Cinza

Título: Dama de Vermelho sobre Fundo Cinza

Autor: Miguel Delibes

Sinopse: Miguel Delibes é considerado pela crítica internacional como um dos maiores escritores espanhóis do século 20. No presente livro, o pintor Nicolás empreende uma emocionada viagem pela sua memória, procurando resgatar e manter a imagem de sua amada. Dama de vermelho sobre fundo cinza (1991) tem um referencial real: a morte da esposa do autor, Ángeles, ocorrida em 1971, que o afetou profundamente. Como Ángeles, a protagonista, Ana, é mãe de sete filhos e esposa de um artista; também são condizentes os dados referentes à idade e causa da morte. O extenso monólogo do marido —uma evocação em franco tom de elegia— tem uma destinatária: outra Ana, a filha recém-saída do cárcere onde esteve por razões políticas. É ela, cuja voz não o interrompe em nenhum momento, a que ouve em silêncio o relato de seu pai que constrói, através das recordações, a imagem dessa mulher “que apenas com sua presença aliviava a pesadume de viver”. Segundo o "Le Monde: "é difícil encontrar mais clareza e transparência no trato de uma língua."

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Dama de Vermelho sobre Fundo Cinza”, de Miguel Delibes, publicado pela editora Best Seller, em 1991 e com 96 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Best Seller

Páginas: 96

Ano: 1991

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8571234760

ISBN13: 9788571234765

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Miguel Delibes oferece um mergulho em ambientes que oscilam entre o rural e o urbano, com uma prosa que alterna entre o lírico e o realista. A narrativa frequentemente se ancora em personagens profundamente humanos, cujas vidas simples revelam tensões sociais e existenciais, muitas vezes por meio de um olhar introspectivo e emotivo. O ritmo varia entre momentos contemplativos e episódios de tensão dramática, construindo um equilíbrio entre o íntimo e o coletivo. A linguagem pode ser direta, por vezes crua, mas também carregada de nuances poéticas, especialmente ao evocar memórias e paisagens. Essa combinação convida o leitor a refletir sobre o contraste entre tradições e mudanças, além das relações humanas em contextos de transformação.

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