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dicionario de pequenas ilusoes

Título: dicionario de pequenas ilusoes

Autor: Ronaldo Cagiano

Sinopse: Não há saídas, só ruas, viadutos, avenidas assim canta Itamar Assumpção no seu clássico Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava! Não há saídas, só crimes, pesadelos, feridas: é o que nos diz Ronaldo Cagiano neste Concerto para arranha-céus. O tema que amarra praticamente todos os contos aqui reunidos é o da metrópole contemporânea. Cuidado, leitor solitário! Segure este livro com luvas de borracha. Figuras soropositivas deambulam por essa armadilha transfigurada: labirinto metafísico, sem entrada ou saída. Armadilha povoada de solitários (eu, você, eles) acostumados à manada. A cidade de Cagiano é a miragem traiçoeira, feita de lâminas enferrujadas que arranham, contaminam, sodomizam os protagonistas das suas narrativas enraivecidas. Há cadáveres na avenida, psicopatas nos elevadores, ninfomaníacas no consultório dentário, sonâmbulos no baile de carnaval. Cada rua guarda a sua patologia, a sua história extraordinária, o seu fantasma tragicômico. Essa cidade pode ser Brasília. Também pode ser São Paulo, Nova York, Tóquio: o ódio e o tédio não conhecem limites. A topografia reproduzida nestas páginas é a do apocalipse que se aproxima.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “dicionario de pequenas ilusoes”, de Ronaldo Cagiano, publicado pela editora L.G.E, em 2004 e com 151 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: L.G.E

Páginas: 151

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8572381554

ISBN13: 9788572381550

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ronaldo Cagiano é uma imersão em paisagens urbanas e existenciais marcadas por tensões intensas e atmosferas densas. Sua prosa e poesia transitam entre o áspero e o lírico, revelando personagens que enfrentam a dureza do cotidiano, muitas vezes em cenários que parecem labirintos sem saída. O ritmo varia entre o vertiginoso e o contemplativo, com uma escrita que provoca reflexões sobre a condição humana, a precariedade da vida e as contradições do tempo presente. O leitor se depara com narrativas e versos que exploram a busca por dignidade, a solidão nas metrópoles e o confronto com o absurdo, sempre com um olhar atento às feridas abertas da existência. Em meio a essa complexidade, os livros de Ronaldo Cagiano convidam a uma experiência que mistura inquietação e sensibilidade, sem oferecer respostas fáceis.

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