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Escravidão, mestiçagem e histórias comparadas

Título: Escravidão, mestiçagem e histórias comparadas

Autor: Eduardo França Paiva

Sinopse: A vida de negros e de mestiços – escravos, libertos e nascidos livres – na América portuguesa, na América espanhola, bem como nas áreas francesas e holandesas do continente, em cidades européias e em regiões africanas, é o foco central desse texto. O período a ser examinado estende-se do século XVI ao XVIII e, às vezes, entra pelo século XIX. As dimensões espacial e temporal são, certamente, muito amplas e o objetivo de abarcar toda essa extensão, é claramente pretensioso. Contudo, não é tarefa impossível e isso depende muito do método de pesquisa e de conceitos-chave que permitirão viabilizar reflexões e argumentos tão abrangentes, sem correr o risco de grandes generalizações e de invenção de contextos históricos inexistentes, práticas que uma antiga história comparativa acabou executando, instituindo-se, inclusive, como modelo científico absolutamente confiável. Nesse caso, e em última instância, uma linha evolutiva da História, lastreada em crenças civilizacionais e em rígidas hierarquias sociais e culturais, que estabelecia modelos históricos ideais e serem perseguidos pela humanidade, condicionava toda a trajetória histórica e, portanto, permitia as grandes comparações entre o que não era comparável, pelo menos não o era dessa forma. Não é esse, evidentemente, o propósito desse texto.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Escravidão, mestiçagem e histórias comparadas”, de Eduardo França Paiva, publicado pela editora Annablume, em 2008 e com 345 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Annablume

Páginas: 345

Ano: 2008

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13: 9788574198347

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Eduardo França Paiva traz um mergulho detalhado na história social e cultural da América portuguesa, especialmente em Minas Gerais e no Brasil colonial. A prosa é densa e analítica, focada em revelar as tensões entre estruturas de poder e as práticas cotidianas de grupos marginalizados, como escravos e libertos. O ritmo é contemplativo, com atenção cuidadosa a documentos e imagens que iluminam o passado sob múltiplas perspectivas. A experiência é marcada por um equilíbrio entre rigor histórico e uma narrativa que valoriza as vozes e os atos de resistência dos sujeitos estudados. O leitor é convidado a refletir sobre os processos de mestiçagem, escravidão e transformação social, com um olhar que cruza história econômica, social e antropológica, tudo isso sem perder a clareza e acessibilidade.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Annablume oferecem uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico com abordagens interdisciplinares, explorando temas como sociologia, filosofia, história cultural e arte. O catálogo privilegia textos densos e reflexivos, muitos deles frutos de pesquisas acadêmicas aprofundadas, que dialogam com áreas como educação, música, urbanismo e comunicação. A linguagem tende a ser analítica e cuidadosa, com obras que investigam desde movimentos sociais e produções artísticas até questões filosóficas e históricas, sempre com atenção ao contexto e às múltiplas camadas de significado.

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