
Título: Extracao da pedra da loucura
Autor: Alejandra Pizarnik
Sinopse: Na Idade Média, acreditava-se que a loucura era consequência do crescimento de saliências ou tumores que se projetavam da testa: dois chifres retorcidos, talvez, expressando o inferno interior da loucura. Foi um tema recorrente na literatura da época, bem como inspiração de artistas que procuravam compreender a loucura através daquela imagem inquietante. Não por acaso, pintores como El Bosco, Van Hemesen e Bruegel se inspiraram na estranha metáfora, tentando compreender através dela aquela escuridão meridiana que habita a mente humana. Alejandra Pizarnik igualmente sonhou com a pedra da loucura para construir a imagem de sua dor. Provavelmente por isso, “A extração da pedra da loucura” (1968) é sua obra emblemática. A palavra como uma visão do eu que se oculta, que se bate e se perpetua, e também se despedaça, abrindo-se em dois lados sem nome que nunca se encontram. Uma ideia quase destrutiva, mas ao mesmo tempo perfeitamente compreensível para uma autora que, durante a maior parte da vida, contornou os limites da angústia e se valeu dela para criar. [O livro traz prefácio de Nina Rizzi e posfácio do tradutor Davis Diniz]
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Extracao da pedra da loucura”, de Alejandra Pizarnik, publicado pela editora Relicário, em 2022 e com 144 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Relicário
Páginas: 144
Ano: 2022
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6589889228
ISBN13: 9786589889229
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,240
- Altura (cm): 20,50
- Largura (cm): 13,00
- Espessura (cm): 1,20
Sobre a editora
Os livros da editora Relicário convidam o leitor a navegar entre temas que transitam do pensamento estético e filosófico à reflexão social contemporânea, com uma forte presença da arte, da literatura e da cultura visual. A experiência de leitura costuma ser marcada por textos densos, que exploram relações complexas entre imagem, escrita e crítica, muitas vezes com um tom ensaístico e investigativo. O catálogo revela um interesse por obras que dialogam com a tradição literária e filosófica, mas também por narrativas que abordam questões urbanas, sociais e políticas sob perspectivas inovadoras e multifacetadas. Essa diversidade se manifesta no contraste entre textos mais teóricos e outros de natureza ficcional ou poética, sempre com uma linguagem elaborada e um ritmo que exige atenção e envolvimento do leitor.
