
Título: Ifigênia entre os Tauros
Autor: Eurípides
Sinopse: Eurípides terá composto e produzido a 'Ifigénia entre os Tauros' entre a trilogia troiana de 415 e a 'Helena' de 412 a.C., provavelmente em 414 ou 413 a.C., sendo, portanto, contemporânea de Alcibíades. Esta tragédia inclui-se naquelas que preferem os temas construídos sobre as relações familiares, sem que delas, porém, se evidencie o factor crime ou que, pelo menos, esse não tenha o protagonismo do enredo. O argumento parte da tradição que considerava que a jovem Ifigénia, afinal, não tinha morrido no altar do sacrifício, em Áulis. Uma importante inovação da tradição mitológica introduzida por Eurípides neste texto é a figura de Orestes, que não fazia propriamente parte do ciclo centrado em Ifigénia e Ártemis e que aqui tem um papel determinante. Assim, a peça abre com uma Ifigénia exilada em terras bárbaras, onde desempenha a função de sacerdotisa de Ártemis, deusa que assume o seu carácter sanguinário, pois exige o sacrifício dos estrangeiros que ali chegam. O dilema trágico revela-se quando, na Táurica, aparecem dois estrangeiros, que a sacerdotisa deve sacrificar à deusa, mas que afinal são o próprio irmão e o primo de Ifigénia. A Atrida terá de escolher entre matar os familiares e assim cumprir as obrigações religiosas a que está obrigada, ou transgredir as normas e salvar aqueles a quem está unida por sangue e afecto.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ifigênia entre os Tauros”, de Eurípides, publicado pela editora Annablume, em 2014 e com 117 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Annablume
Páginas: 117
Ano: 2014
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN: 9789892608365
ISBN13: 9789892608365
Sobre a editora
Os livros da editora Annablume oferecem uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico com abordagens interdisciplinares, explorando temas como sociologia, filosofia, história cultural e arte. O catálogo privilegia textos densos e reflexivos, muitos deles frutos de pesquisas acadêmicas aprofundadas, que dialogam com áreas como educação, música, urbanismo e comunicação. A linguagem tende a ser analítica e cuidadosa, com obras que investigam desde movimentos sociais e produções artísticas até questões filosóficas e históricas, sempre com atenção ao contexto e às múltiplas camadas de significado.
