
Título: Mandriões no vale fértil
Autor: Albert Cossery
Sinopse: «Se o mundo se transformou numa coisa mal-humorada, isso deve-se, sem dúvida, ao facto de agora ser preciso muito dinheiro para viver. A vida é muito simples, mas tudo conspira para a tornar complicada. É quando nos vemos livres da ambição do dinheiro, do orgulho ou do poder que a vida se revela formidável.» A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro. Galal, o filho mais velho, é considerado o mais sábio de todos porque passa a vida na cama desde há sete anos e só se levanta para ir à mesa. Rafik, o do meio, renuncia a casar-se com a mulher que ama temendo que ela perturbe para sempre a doce sonolência que reina lá em casa. Como terá Serag, o mais novo, a loucura de ir trabalhar para a cidade? Porque a verdade é esta: o trabalho só pode engendrar desordem e desgraça. Cossery considera-se um escritor egípcio de língua francesa. Em 1990, aos setenta e sete anos, a Academia Francesa atribuiu-lhe, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio da Francofonia - apesar de em quase sessenta anos de «carreira» literária apenas ter escrito oito livros: sete romances e uma colectânea de novelas. Porque, fiel à sua filosofia da indolência e do desprendimento, a rejeição do trabalho foi sempre para ele a grande luz.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Mandriões no vale fértil”, de Albert Cossery, publicado pela editora Antígona, em 1999 e com 221 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Antígona
Páginas: 221
Ano: 1999
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9726081238
ISBN13: 9789726081234
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Antígona revela um interesse persistente por temas que questionam estruturas sociais, políticas e culturais, frequentemente com um tom crítico e reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram a tensão entre indivíduo e sistema, seja por meio de análises filosóficas profundas, narrativas históricas ou ficções distópicas. A linguagem é, em geral, densa e cuidadosa, mas acessível, convidando o leitor a uma imersão que combina rigor intelectual com uma certa urgência existencial. Há uma presença marcante de textos que abordam crises sociais, identidades complexas e dilemas morais, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o intenso, dependendo do enfoque narrativo. Essa diversidade se manifesta tanto em obras mais ensaísticas quanto em romances ou relatos biográficos, oferecendo contrastes entre o mais narrativo e o mais informativo.
