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Musica De Câmara

Título: Musica De Câmara

Autor: James Joyce

Sinopse: “Música de câmara. Daria para fazer uma espécie de trocadilho com isso. É uma espécie de música em que sempre penso (...). Acústica, é o que é. Tlintar. Vasos vazios fazem mais ruído.” Pensamento de Leopold Bloom no romance Ulysses, com o qual James Joyce alude à origem do título desta reunião de poemas: O som da urina com que uma senhora, crítica literária, encheu um urinol atrás de um biombo, após uma leitura de poemas regada a cerveja. O urinol, "chambre pot", é uma ironia que expressa repúdio ao livro de “juventude” que Joyce no entanto publicou. Stanislaus Joyce, na biografia My Brother''''s Keeper, afirma que sugeriu, e o irmão aceitou, o título Chamber Music, alegando que a outra origem, relatada pelo biografo Herbert Gorman, é falsa. Em geral tudo o que se refere a Joyce é dúbio, mas, ao menos quanto ao título, a última palavra talvez seja de Stanislaus, a quem Joyce, afinal, confiou a organização do livro. Quanto à obra, o leitor não tem o que temer. Primeiro livro publicado do "terrível" Joyce, Música de Câmara (Londres, 1907) consiste em 36 poemas líricos, escritos entre 1901 e 1904. Raras vezes irônicos, falam da arte da poesia, de amor e traição, amor e solidão, e, como diz Drummond de Andrade, da “falta que ama’. Os poemas requerem do leitor apenas uma visão em perspectiva para absorver a imitação, ainda que personalíssima, da forma poética predominante, a elisabetana. E requerem, claro, ouvido (Stanislaus não erraria), porque são sonoros, cantáveis: Joyce desejou que fossem musicados. O desejo foi e continua sendo realizado até hoje, embora quase nunca escutado. Entre 1909 e início dos anos 1920, por exemplo, o inglês Geoffrey Molyneaux Palmer musicou 32 deles, e, entre cerca de 140 compositores, o falecido e irrefreável joyciano Anthony Burgess se dedicou à tarefa. Há quem não alinhe o Joyce poeta com os expoentes da poesia deste século, mas a ele é impensável negar valor ou nicho, Ezra Pound detectou qualidades do imagista, antes do imagismo, no poema que fecha esta coletânea. Mesmo em surdina, o gênio de Joyce faz do som imagem. José Antonio Arantes

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Musica De Câmara”, de James Joyce, publicado pela editora Iluminuras, em 2000 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Iluminuras

Páginas: 160

Ano: 2000

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573210877

ISBN13: 9788573210873

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,307
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 0,90

Sobre o autor

A leitura dos livros de James Joyce é uma imersão em uma prosa que oscila entre o rigor intelectual e a liberdade experimental. Seus textos frequentemente exploram a mente de personagens em transição, como jovens em busca de identidade ou indivíduos confrontando tradições e limitações sociais. O ritmo pode variar do intenso e fragmentado ao contemplativo e detalhista, desafiando o leitor a acompanhar fluxos de consciência e múltiplas camadas de linguagem. A tensão reside na busca por sentido em meio a ambientes urbanos densos, especialmente a cidade de Dublin, que aparece como um personagem vivo e multifacetado. A experiência é marcada por uma linguagem inventiva, que mistura humor, ironia e uma certa aspereza, convidando o leitor a refletir sobre a relação entre vida, arte e cultura.

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Sobre a editora

Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.

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