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Nas Montanhas Da Loucura

Título: Nas Montanhas Da Loucura

Autor: H. P. Lovecraft

Sinopse: Howard Philips Lovecraft foi e continua sendo um autor muito estranho, em se tratando da sua pessoa e da sua literatura. Foi descrito como alguém rigorosamente racional, imobilista, reacionário, cético, e motivos não faltam para todos estes qualificativos. Mesmo sem nunca ter se afastado das suas raízes em Providence, na Nova Inglaterra, viajou com a mente e a imaginação até lugares, comarcas e paisagens nunca antes entrevistos por ninguém. Pelo menos na sã consciência. Lovecraft sempre sonhou, dormindo ou acordado. E conseguiu viver a morte, chegando lúcido no fundo do pesadelo. De lá voltou para contar o que viu, embora sua língua fosse insuficiente para transmitir aquilo que apenas ele sabia que existia, oculto pelas aparências da normalidade. Como Randolph Carter, um dos seus personagens, legou seu seus inúmeros leitores, a suspeita de que conhecia aquilo que escrevia por experiência virou uma certeza inconteste. Em resumo: H.P. Lovecraft comprovou que o mundo seria um lugar terrível, onde, quase por acaso, a humanidade só pôde surgir graças a um breve período de sono das poderosas forças ancestrais que um dia ainda irão despertar, para acabar com ela. Enquanto isso esperam e espreitam na tocaia, e o afoito desmiolado que ouse perturbar seu descanso pagará um alto preço, seja com sua vida, ou com sua sensatez. No limiar de muitas dimensões, deuses terrenos ou alienígenas, lembrados ou esquecidos, informes ou multiformes, jogam com os humanos de um jeito impiedoso. Mas, diferente de Borges, cujos escritos domesticam os seres imaginários, H.P. Lovecraft descobre a presença insólita do abominável, do primordial, do numinoso, daquilo que foge da palavra como algo bem real, porém não simbolizável, sinistro pela própria natureza. Oscar Cesarotto

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Nas Montanhas Da Loucura”, de H. P. Lovecraft, publicado pela editora Iluminuras, em 2018 e com 192 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Iluminuras

Páginas: 192

Ano: 2018

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573215844

ISBN13: 9788573215847

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,265
  • Altura (cm): 22,50
  • Largura (cm): 13,50
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de H. P. Lovecraft mergulha o leitor em um universo onde o desconhecido e o incompreensível dominam a narrativa, criando uma atmosfera densa e inquietante. A prosa, muitas vezes elíptica e rica em detalhes que evocam sensações de terror cósmico, conduz lentamente a uma tensão crescente, onde a linha entre realidade e pesadelo se desfaz. Os personagens, geralmente confrontados com forças além da compreensão humana, vivem experiências que os levam à loucura ou ao desespero, reforçando o clima de fatalismo e insignificância diante do cosmos. É uma experiência marcada pela sensação de que o mal e o terror não são apenas externos, mas profundamente enraizados na própria existência e no desconhecido. Em meio a essa ambientação, os livros de H. P. Lovecraft apresentam uma construção narrativa que privilegia o suspense e o mistério, deixando perguntas inquietantes sobre a natureza da realidade e do medo.

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Sobre a editora

Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.

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