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O breviário de um índio

Título: O breviário de um índio

Autor: Olivio Jekupé

Sinopse: (…) Saí de lá correndo e fui contar para meu avô que ia viajar com o cacique. De manhã meu avô me chamou para fazer artesanato, fizemos muitos arcos e chocalhos, porque é mais fácil para vender, parece que é o que os jurua kuery (não índios) mais gostam. Quando vamos para a cidade em Guarulhos, voltamos sem nada, porque vendemos tudo. — Oi, tudo bem? Como é seu nome? — falei. — Tudo bem, meu nome é Cláudia, você é o índio que vai entrar no seminário? — Isso, sou eu mesmo. A Cláudia era muito bonita, e dava gosto ficar olhando. Se eu fosse um poeta naquele momento, ia declamar uma poesia para ela. Um jeito de simplicidade, um sorriso que embeleza qualquer ambiente, e a presença dela fazia aquele lugar mais lindo. Por isso é que os poetas são felizes, porque sempre têm uma mulher linda para inspirá-los. Já pensou se não existissem pessoas assim? Talvez não teríamos poetas para declamar. — Nossa, já são mais de 22h00, já tinha que ter ido embora! Tchau, índio — disse ela com aquele sorriso lindo. Pena que quando estamos bem acompanhados as horas passam mais rápido, e a gente nem percebe. Mas valeu a pena conhecê-la, sabia que outro dia teria oportunidade de falar outra vez com a Cláudia.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O breviário de um índio”, de Olivio Jekupé, publicado pela editora Urutau, em 2024 e com 184 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Urutau

Páginas: 184

Ano: 2024

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6559006255

ISBN13: 9786559006250

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Olivio Jekupe conduz o leitor a um universo onde a tradição oral indígena ganha forma escrita e visual, com narrativas que oscilam entre o íntimo e o coletivo. O tom é ao mesmo tempo respeitoso e envolvente, com ritmo que varia do contemplativo das lendas ancestrais ao pulsar urgente das histórias de resistência e identidade. A prosa privilegia a preservação cultural, trazendo personagens que vivem entre a memória e o presente, entre o sagrado e o cotidiano. Há uma tensão constante entre o passado que se mantém vivo e os desafios atuais das comunidades indígenas, revelando uma escrita que é também um ato de ativismo. Essa experiência convida à reflexão sobre pertencimento, ancestralidade e luta, em uma voz que se constrói na pluralidade das gerações da família Jekupe.

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    Sobre a editora

    A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.

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