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O Conceito Cristão da Democracia

Título: O Conceito Cristão da Democracia

Autor: Plínio Salgado

Sinopse: Não são novas as ideias nucleares desta conferência, nem constituí novidade a serem expendidas por mim: encontram-se, no desenvolvimento do tema, as mesmas convicções que, durante quinze anos de vida pública, orientam as diretrizes dos meus escritos, no que concerne aos limites e relações entre os conceitos de “autoridade” e “liberdade”, limites cujos lineamentos configuram a verdadeira Democracia Cristã. Essa Democracia, a única executável, vivifica a liberdade dos homens e a autoridade do Estado, fazendo a primeira ser fundamento da segunda, e a segunda ser condição da primeira. Sua base está em Deus e sua inspiração nos ensinamentos do Evangelho. O mundo, cheio de orgulho, não tem querido aceitar nem aquela base, nem estes ensinamentos e, por isso, engendra a autoridade que asfixia a liberdade, e, a liberdade que decompõe a autoridade, ambas tateando à procura de insensatas quimeras, imersas nas trevas da qual não compreenderam, mas rejeitaram, a verdadeira Luz. É natural, portanto, que a Igreja (como o próprio divino Fundador que a representa) seja atacada e caluniada tanto pelos adeptos das autoridades sem limites, como pelosa sectários das liberdades sem freios. Os dois extremos estão sempre dispostos a sacrificar aquilo que mais importa ao Homem conservar intangível: a dignidade da sua pessoa segundo os fins preestabelecidos pelo Creador. Sustentar essa dignidade do Homem em face de tudo o que contra ela se levanta é a posição difícil, mas gloriosa, do cristão, no meio das idolatrias do mundo. Não podendo ou não querendo, em certas circunstâncias, atacar frontalmente o princípio espiritual em que assenta aquela atitude, o espirito das trevas serve-se de sofismas, de deturpações, de enganos e de intrigas, acusando assim, vergonhosamente, os que pretendem destruir de adeptos das mesmas doutrinas que combatem. Foi assim, outrora, com o próprio Jesus Cristo, apontado como pactuante com Belzebú (São Marcos, Cap. 3, vs. 22; São Lucas, Cap. 2, vs. 15), e, se isso aconteceu ao Divino Mestre, o que podem esperar daqueles que se colocarem equidistantes de todos os erros, que opõem-se aos direitos e responsabilidades humanas perante Deus e segundo as palavras de Cristo? Mas, por isso mesmo que é bela e heroica a posição cristã, que corajosamente enfrenta os dois excessos: o da autoridade sem limitações dos Césares, tanto da direita como da esquerda; e, o da liberdade, também sem limitações das massas, que conduz os povos aos extremos da imoralidade. Posição nítida, firme, inconfundível. Tais, em resumo, são as linhas mestras do pensamento que sirvo há longo dos anos. Resumindo-o nesta síntese expositiva, a convite do C.A.D.C, eu o deponho, em humilde ofertório, aos pés de Aquela que tem sido, e continuará a ser, a inspiradora da juventude das duas Pátrias irmãs: Portugal e Brasil. Lisboa, Páscoa de 1945. PLÍNIO SALGADO

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Conceito Cristão da Democracia”, de Plínio Salgado, publicado pela editora Águia do Sul, em 2021 e com 81 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Águia do Sul

Páginas: 81

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Plinio Salgado revela um universo marcado por uma prosa que ora se aproxima do discurso doutrinário, ora se lança em narrativas que misturam história local e reflexões políticas. O ritmo varia entre exposições densas e momentos de descrição mais contemplativa, que criam imagens vívidas de ambientes e personagens, especialmente em contextos sociais e religiosos. A tensão nasce da confrontação entre ideais e realidades — seja na análise de questões políticas, seja na abordagem da missão social e espiritual. O foco intelectual é predominante, com textos que convidam o leitor a refletir sobre temas como religião, política, sociedade e papel da mulher, mas também há espaço para relatos mais íntimos e experiências pessoais, conferindo certa diversidade ao conjunto. Navegar pelos livros de Plinio Salgado é experimentar um diálogo entre o passado e o presente, entre o coletivo e o individual, com uma escrita que pode ser tanto direta quanto carregada de simbolismos.

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