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Paddy Clarke Ha Ha Ha

Título: Paddy Clarke Ha Ha Ha

Autor: Roddy Doyle

Sinopse: Paddy Clarke Ha Ha Ha é uma memorável história de meninos, ou, com diria The Times, temos aí uma ótima safra 1968 de Dublinenses (em alusão a Joyce). Uma viagem ao final da década de sessenta que deixará qualquer leitor nostálgico de uma época em que era possível (e necessário) para todo menino de 10 anos torcer por árabes ou israelenses, se perguntar por que os ianques implicavam tanto com os "gorilas" do Vietnã, num dos trechos mais hilários do livro, e obviamente tomar partido pelos "gorilas" contra os aviões e tanques, encenar jogos de guerra —às vezes levados a sério — ou de índios em quintais de escola ou em canteiros símbolos do crescimento urbano ladrão de campos de aventura, inventar Grande Prêmios através de jardins, garagens e cercas vivas, roubar revistas de futebol (alguns milhões de anos no purgatório) em lojinhas de velhas detestadas. Tudo isso e mais as rivalidades na escola e o professor sádico-paternalista, as leituras escondidas sob as cobertas, a febre pelo futebol e pelo ídolo George Best, o suplício do rato na privada da casa, as brincadeiras com o coitado do irmão que vivia engolindo sapos e lagartos - e até labaredas, enquanto as irmãzinhas eram tão inúteis que nem chamavam a atenção de nosso aprendiz de macho, que por outro lado se contorcia de medo, assim como toda a classe, em pânico coletivo na fila conduzindo à jovem enfermeira que os examinaria (passagem inesquecível).

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Paddy Clarke Ha Ha Ha”, de Roddy Doyle, publicado pela editora Estação Liberdade, em 1999 e com 288 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Estação Liberdade

Páginas: 288

Ano: 1999

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Roddy Doyle traz um retrato vívido e por vezes cru da Irlanda, onde o cotidiano se mistura com grandes transformações sociais e pessoais. A prosa varia entre diálogos afiados e narrativas que exploram memórias e tensões internas, frequentemente com um humor sutil que alivia a densidade dos temas. Os personagens, muitas vezes jovens ou em transição, são apresentados com uma humanidade direta, em meio a ambientes que vão do urbano ao íntimo, criando um contraste entre o externo e o psicológico. A tensão narrativa pode surgir tanto do passado que insiste em voltar quanto das relações familiares e sociais que desafiam os protagonistas. Essa experiência de leitura, marcada por um ritmo que ora acelera com conflitos, ora desacelera para reflexão, convida o leitor a revisitar o que entende sobre identidade, memória e pertencimento.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Estação Liberdade convidam o leitor a mergulhar em narrativas que exploram a memória, a identidade e as tensões sociais, muitas vezes em contextos históricos ou culturais específicos. O catálogo privilegia obras que transitam entre o romance sensível e a reflexão crítica, com personagens que enfrentam dilemas profundos, como a perda, a opressão ou a busca por sentido. A linguagem frequentemente alia um tom introspectivo a uma construção cuidadosa, que pode ser ao mesmo tempo densa e acessível, envolvendo temas como o impacto da guerra, a transição cultural e o questionamento da normalidade social. Há também espaço para textos que dialogam com a filosofia, a crítica literária e a biografia, ampliando o horizonte de leitura para públicos que apreciam tanto o narrativo quanto o ensaístico.

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