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Políticas da Inimizade

Título: Políticas da Inimizade

Autor: Achille Mbembe

Sinopse: Ao terem fomentado miséria e morte à distância, longe dos olhos dos seus cidadãos, as nações ocidentais temem agora o reverso da medalha, num desses piedosos atos de vingança exigidos pela lei da retaliação. Para se protegerem de tais instintos de vingança, servem-se do racismo como lâmina afiada, suplemento venenoso de um nacionalismo esfarrapado. Num mundo que ergue fronteiras de arame farpado e em que o estigma do estrangeiro se inscreve a ferro e fogo no quotidiano, Políticas da Inimizade é um lúcido ensaio sobre a hostilidade e as formas que ela assume nas sociedades contemporâneas. Retrocedendo, na senda de Frantz Fanon, à tirania dos regimes coloniais e escravagistas como semente da inimizade global contemporânea, Achille Mbembe analisa os vetores desta violência planetária, que se manifesta na ressurgência de nacionalismos atávicos, na guerra contra o terrorismo, sacramento da nossa época, e num racismo de Estado que, a pretexto da defesa da civilização, varre réstias de democracia e suspende direitos dos cidadãos. Políticas da Inimizade relembra, em suma, que seremos sempre seres de fronteira e fragmentos de uma mesma humanidade.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Políticas da Inimizade”, de Achille Mbembe, publicado pela editora Antígona, em 2017 e com 256 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Antígona

Páginas: 256

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9789726082897

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Achille Mbembe revela um mergulho denso e crítico nas complexidades das sociedades africanas e suas relações com o mundo contemporâneo. O tom varia entre o ensaio erudito e a reflexão incisiva, que ora se apresenta com uma prosa sóbria, ora com passagens poéticas e incisivas. O ritmo é marcado por um equilíbrio entre análises históricas e filosóficas e uma investigação profunda das tensões políticas, sociais e culturais, especialmente em torno do colonialismo, racismo e poder. A experiência de leitura provoca uma constante interrogação sobre as estruturas de dominação e as possibilidades de transformação, estimulando o leitor a repensar categorias como identidade, diferença e humanidade. Os textos desafiam tanto perspectivas tradicionais quanto discursos hegemônicos, criando um espaço para o questionamento e a invenção de novos sentidos.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Antígona revela um interesse persistente por temas que questionam estruturas sociais, políticas e culturais, frequentemente com um tom crítico e reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram a tensão entre indivíduo e sistema, seja por meio de análises filosóficas profundas, narrativas históricas ou ficções distópicas. A linguagem é, em geral, densa e cuidadosa, mas acessível, convidando o leitor a uma imersão que combina rigor intelectual com uma certa urgência existencial. Há uma presença marcante de textos que abordam crises sociais, identidades complexas e dilemas morais, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o intenso, dependendo do enfoque narrativo. Essa diversidade se manifesta tanto em obras mais ensaísticas quanto em romances ou relatos biográficos, oferecendo contrastes entre o mais narrativo e o mais informativo.

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