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Revista Continente-Novembro 2011

Título: Revista Continente-Novembro 2011

Autor: Editora Cepe

Sinopse: Você recebe a notícia de que o Cemitério de Santo Amaro será destruído para dar lugar a um conjunto habitacional. Em poucos meses, aquele lugar, que faz parte da paisagem urbana do Recife desde 1851, deixará de existir. Tudo bem, você não é o que se poderia chamar de habitué da necrópole, como o aposentado com quem o jornalista Roberto Beltrão encontrou quando estava em campo para realizar a reportagem que leremos nas próximas páginas, mas não gostaria de ver desaparecer uma parte importante da história da cidade. A demolição de um cemitério centenário para dar lugar a torres residenciais é o que está acontecendo agora em Cingapura, com o Bukit Brown, uma antiga construção também do século 19. Em depoimento à imprensa internacional, o professor Irving Johnson, da Universidade Nacional, disse, em defesa do patrimônio: “Um cemitério não é, apenas, um lugar para enterrar as pessoas. Fala, também, da história e do passado. Bukit Brown contém, sem dúvida, as mais antigas sepulturas chinesas de Cingapura”. Embora não tenham sido as palavras do professor aquelas a nos orientar, elas expressam o que pensamos ser a contribuição que o campo-santo traz à memória citadina. Aspecto que nos motivou a buscar esse enfoque para a reportagem especial do mês dedicado ao tema da morte. Por outro lado, sabemos o quanto a riqueza histórica, artística e arquitetônica do Cemitério de Santo Amaro tem sido negligenciada no que diz respeito à conservação, seja porque a sociedade contemporânea evita ao máximo o seu contato com os rituais fúnebres – o que a afasta desse tipo de lugar e de sua possível beleza –, seja porque o aumento populacional e a necessidade de rodízio das catacumbas enfeia o cemitério, dando-lhe um aspecto de eterno canteiro de obras. Pode soar irônico, mas a verticalização e o inchaço da cidade também resvala para a necrópole. Ainda o Recife é tema que nos mobiliza nesta edição. Dedicamos 32 páginas a “cantá-la”, num entrelaçamento de fotografias e trechos de romances que à cidade se referem. Nossa fonte nessa empreitada foi o livro O Recife dos romancistas, uma vivaz compilação feita pelo sociólogo e jornalista Abdias Moura, sobre a qual você lerá um pouco mais adiante.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Revista Continente-Novembro 2011”, de Editora Cepe, publicado pela editora Cepe, em 2011 e com 112 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cepe

Páginas: 112

Ano: 2011

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre a editora

    Os livros da editora Cepe costumam oferecer uma imersão profunda na história e cultura de Pernambuco e do Nordeste, com abordagens que combinam rigor acadêmico e diálogo acessível com o leitor. A leitura frequentemente envolve narrativas que exploram acontecimentos históricos, movimentos culturais e personalidades regionais, trazendo à tona aspectos pouco conhecidos ou silenciados pela produção editorial tradicional. Além disso, há uma presença marcante de obras que transitam entre a literatura experimental e a poesia, com linguagens que desafiam formatos convencionais e exploram a memória e a subjetividade. O catálogo revela, assim, um equilíbrio entre textos mais informativos e ensaísticos e outros que privilegiam a construção literária e a reflexão estética.

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