
Título: A Agonia do Cristianismo (Ensaio)
Autor: Miguel de Unamuno
Sinopse: Pascal indignava-se com as pequenas discussões dos jesuítas, dos seus distinguos e das suas mesquinhices. E não são pequenas! A ciência média, o probabilismo, etc., et cetera. Mas precisam de brincar à liberdade. Dizem: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnia charitas. No que é necessário, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade! E para brincar à liberdade aumentam o campo das dúvidas àquilo que não o é. Há que ler a Metafísica do Padre Suárez, por exemplo, para vermos um homem que se entretém a partir em quatro um cabelo, mas no sentido longitudinal, e fazer depois uma trança com as quatro fibras. ou quando fazem estudos históricos - aquilo a que eles chamam história, pois não costumam passar de arqueologia -, entretêm-se a contar os pêlos do rabo da Esfinge, para não verem os seus olhos, o seu olhar. Trabalho de embrutecer-se. Quando um jesuíta - pelo menos, repito-vos, se for espanhol -, vos disser que estudou muito, não acrediteis. É como se um deles, porque faz todos os dias 15 quilómetros de percurso dando voltas ao pequeno jardim da sua residência, vos dissesse que viajou muito.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Agonia do Cristianismo (Ensaio)”, de Miguel de Unamuno, publicado pela editora Cotovia, em 2004 e com 144 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Cotovia
Páginas: 144
Ano: 2004
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9789727953400
Sobre a editora
Os livros da editora COTOVIA costumam oferecer uma experiência de leitura que combina reflexão cultural e narrativa literária com um tom que varia do humor sutil à densidade filosófica. O catálogo apresenta obras que exploram desde relatos de viagem com nuances cômicas e observações sociais até análises críticas e ensaios sobre temas como feminismo, poesia antiga e identidade. Há uma presença marcante de textos que dialogam com a história, a política e a condição humana, muitas vezes por meio de personagens ou vozes que questionam o lugar do indivíduo na sociedade. O ritmo pode ser tanto contemplativo quanto provocativo, com passagens que alternam entre o didático e o narrativo, atendendo a leitores interessados em textos que desafiam a compreensão convencional.
