
Título: A Arte do Ator Entre os Séculos XVI e XVIII
Autor: Ana Portich
Sinopse: A Arte do Ator entre os Séculos XVI e XVIII, que a editora Perspectiva leva ao leitor pela sua coleção Estudos, analisa os principais conceitos que nortearam esta arte, no período em que foi pela primeira vez enunciada, da baixa Renascença até o Iluminismo. A preceptiva do ator aparece no século XVI, tendo como base a arte poética e a retórica, ambas consolidadas desde a Antiguidade e, portanto, referências obrigatórias para suas co-irmãs recém-nascidas, as artes do espetáculo. Como as nuanças da representação de uma peça acabam sendo definidas conforme a reação que se espera do público, o ator tem de incorporar ao seu desempenho essa oscilação, essa inconstância, razão pela qual os tratadistas não se pautam pelo modelo analítico-dedutivo da matemática, adotando antes um estilo errante, quase sempre em forma de diálogo. Desse modo, perpassam temas como a quarta parede, literalmente preceituada por Diderot no século XVIII, embora desde o XVI fosse requerida, em outros termos, por autores italianos. E, ao constatar que o valor didático do teatro reside no fato de que a devassidão dos atores desaparece em cena, podendo-se ali dar bons exemplos morais, o enciclopedista expunha um paradoxo que havia sido tratado em chave oposta no século XVII, por Nicolò Barbieri: fora do palco os atores são dignos e honestos mas, ao colocar máscaras de facínoras, servem de contraexemplo para a plateia. Vemos também que nem sempre a comédia foi considerada um gênero libertário e que, no período em questão, recursos cênicos como o distanciamento são largamente utilizados, concorrendo para envolver ainda mais o espectador, ao invés de romper a ilusão. A arte do ator surge em teatros palacianos e casas de espetáculo, mas comparece com o mesmo peso nas encruzilhadas e tablados. Desmistificam-se assim algumas de nossas mais caras teorias de teatro.
Contexto da obra
Na área de Cinema e Artes Performáticas, livros como este costumam ampliar repertório e leitura crítica. “A Arte do Ator Entre os Séculos XVI e XVIII”, de Ana Portich, publicado pela editora Perspectiva, em 2020 e com 224 páginas, integra a categoria Livros de Cinema e Artes Performáticas. Esse contexto costuma ser útil para entender melhor o alcance formativo e interpretativo do livro.
Editora: Perspectiva
Páginas: 224
Ano: 2020
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8527308274
ISBN13: 9788527308274
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,236
- Altura (cm): 22,50
- Largura (cm): 12,50
- Espessura (cm): 1,20
Sobre a editora
Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.
