
Título: A Casa do Incesto
Autor: Anaïs Nin
Sinopse: Na manhã em que se levantou para iniciar este livro, ela sentiu que algo lhe estava a sair da garganta, estrangulando-a. Rasgou o cordão que o retinha, arrancando-o e, quando voltou para a cama, disse: “Acabo de cuspir o coração”. Equivale este ato à escrita, como se esta fosse uma forma de ultrapassar o medo da loucura e da solidão. O isolamento e a alienação são revelados no texto através de uma teia de sonhos e pesadelos, dos quais se destaca a casa do incesto. Nesta, tudo se decompõe, tudo “tinha sido feito para ser imóvel, uma vez que todos tinham medo do movimento e do calor e receio de que o amor e a vida desaparecessem e se perdessem”. Para lá do amor de uma filha pelo seu pai, de uma mãe pelo seu filho ou de dois irmãos, como Jeanne, cujo amor “é como uma extensa sombra que se beija, sem qualquer esperança de realidade”, para lá da casa do incesto, “reinava a claridade do dia” que já nenhum deles poderia atravessar.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Casa do Incesto”, de Anaïs Nin, publicado pela editora Assírio e Alvim, em 1984 e com 61 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Assírio e Alvim
Páginas: 61
Ano: 1984
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Assírio e Alvim convidam a uma experiência de leitura que atravessa tempos e espaços com densidade literária e reflexão social. O catálogo reúne obras que exploram desde a poesia antiga, com metáforas práticas e sensações atmosféricas, até narrativas contemporâneas marcadas por conflitos políticos e sociais, como o impacto da guerra colonial ou a violência ideológica. A linguagem costuma ser elaborada, ora lírica, ora contundente, e os temas frequentemente envolvem tensões entre o indivíduo e contextos opressivos, sejam eles históricos, familiares ou culturais. Há obras que adotam múltiplas perspectivas para expor realidades complexas, enquanto outras se dedicam a ensaios sobre a poesia e a leitura, oferecendo um tom mais reflexivo e didático.
