
Título: A cor eloqüente
Autor: Jacqueline Lichtenstein
Sinopse: Filosoficamente suspeita por seu caráter material, moralmente culpada em virtude de seu brilho sedutor, a cor há muito tempo foi julgada esteticamente perigosa:fonte de prazer e de uma beleza não imediatamente ajustada â Verdade e ao Bem. Este é um dos aspectos do conflito que a razão mantém com as formas sensíveis do universo, e o que faz com que a pintura seja um risco para toda forma de harmonia do saber, para toda ordem definida pela teoria: o discurso que faz dela mesma a experiência de sua própria influência. Investigando este antigo conflito, A cor eloqüente inicialmente encontra o pensamento platônico que condena a cor da pintura e a eloqüência do orador, associando definitivamente palavra e imagem - não há palavras sobre o quadro, mas sobre o olhar daquele que o observa. A cor é o sensível na, ou melhor, da pintura, componente irredutível da representação que escapa à hegemonia da linguagem, expressividade pura de um visível silencioso que constitui a imagem enquanto tal. A impotência das palavras em dizer a cor e as emoções que ela suscita, esse lugar comum de todos os discursos sobre a pintura, traduz uma desorganização fundamental diante de uma realidade sensível que confunde os procedimentos habituais da linguagem. Esta maravilhosa obra, ricamente ilustrada, é um fascinante estudo da arte, da cor e seu poder de persuasão e encantamento.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A cor eloqüente”, de Jacqueline Lichtenstein, publicado pela editora Siciliano, em 1994 e com 252 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Siciliano
Páginas: 252
Ano: 1994
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9788526706088
Sobre a editora
Os livros da editora Siciliano costumam apresentar narrativas que transitam entre a análise crítica da condição humana e o exame de contextos sociais e históricos complexos. A experiência de leitura frequentemente envolve um ritmo que alterna entre o reflexivo e o envolvente, com textos que exploram desde dilemas pessoais e familiares até debates políticos e econômicos. O catálogo indica obras que dialogam com temas como memória, identidade, poder e transformação social, muitas vezes com um tom sóbrio e uma linguagem que privilegia a clareza e a profundidade. Há títulos que exploram tanto a ficção quanto o ensaio, sugerindo um equilíbrio entre narrativas mais literárias e abordagens informativas ou analíticas.
