
Título: A Garota de Petrovka
Autor: George Feifer
Sinopse: Às vésperas da ocupação da Tchecoslováquia pelos tanques russos, perambula na Rua Petrovka em Moscou, a garota mais liberta do mundo. O correspondente americano de um jornal de Chicago descobre-lhe o nome, porém idade e procedência são enigmas que se vão aclarando no decorrer das aventuras. Aparentemente refratária ao sexo, Oktyabrina mantém o pobre "Zhoe querido" numa eterna expectativa. Sem a propiska, documento necessário para se viver em Moscou, ela é um constante desafio à burocracia vermelha. Temperamento desligado de qualquer realidade senão a sua própria maneira de ser, de "viver a vida e amar a Rússia ao natural", a Garota desliza sobre as tragédias e delicia-se com as poucas alegrias que lhe são oferecidas. Zhoe não pode distinguir o sonho da realidade em suas palavras de permanente entusiasmo. O jogo da verdade torna-se então fantasia, restando apenas o "sentir o momento" - um momento que se prolonga de modo vertiginoso. Mas de que se mantém a Garota? Como consegue comprar os perfumes e a excessiva maquilagem que usa? Não se pode compreender por que insiste nas roupas extravagantes e surradas que tão bem se encaixariam num cenário da fase hippie. "Algum figurão do Partido encobrindo a existência da parasita?" É mistério sobre mistério... Acalenta o sonho de ser bailarina, mas a academia ilegal que ela frequenta pouco lhe oferece. Adora a convivência com o povo e com as suas próprias conjecturas, embalada no seu sonho sempre distante. Atitudes extremadas, como furtar cigarros americanos de Zhoe para amigos jamais vistos, a decisão de morar com o próprio Zhoe num lugar submetido a rigorosa vigilância, o risco de vida que corre na tentativa de entrar num hospital, saltando o muro, para visitar um amante russo, retratam apenas parcialmente o temperamento de Oktyabrina. Sem intenção de fazer análise política, o autor nos mostra em paralelo o moral daquele povo na obstinação do progresso e a insensibilidade do homem da rua ante a violência cometida contra a Tchecoslováquia. Em realidade, porém, a imagem sempre onírica de Oktyabrina domina completamente a envolvente história contada nesse livro, mesmo quando o KGB e a imprensa entram em cena, não por mero acidente, mas justamente para realçar a Garota, para torná-la um personagem inesquecível, dos mais fascinantes que a literatura dos nossos dias tem apresentado.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Garota de Petrovka”, de George Feifer, publicado pela editora Record, em 1971 e com 222 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Record
Páginas: 222
Ano: 1971
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Record costumam apresentar narrativas que exploram a complexidade das relações humanas, seja por meio de contos com temas de memória e verdade, seja em romances que abordam tragédias pessoais e dilemas morais. A linguagem varia do lírico e poético ao direto e envolvente, com obras que transitam entre o romance histórico, o suspense policial e a literatura nacional contemporânea. O catálogo sugere um equilíbrio entre textos densos e reflexivos e histórias que mantêm o leitor imerso em tramas emocionais, muitas vezes marcadas por conflitos íntimos e sociais. A diversidade de temas inclui desde investigações policiais até biografias e análises históricas, o que proporciona uma experiência de leitura multifacetada, sem perder o foco na profundidade dos personagens e das situações.
