
Título: A Grande Mudança
Autor: Nicholas Carr
Sinopse: “Qual o tempo máximo que o cliente estaria disposto a esperar pelos nossos serviços?”. Resposta. Ele não está disposto a esperar. Enquanto você caminha uma hora, a GM produz 48 carros, ou seja, 1,25 carro por minuto. Há quase cem anos atrás, em 1912, um modelo Ford T exigia 1.260 horas para ser fabricado. Dois anos depois, em 1914, despendia menos de 50% do tempo anterior, caindo para 617 horas de trabalho. Mais nove anos, em 1923, eram necessárias apenas 228 horas. A façanha de Henry Ford deu-se, entre outros motivos, à linha de montagem eletrificada. A façanha da GM, que é copiada pelos seus concorrentes, deve-se ao aprimoramento daqueles primeiros avanços tecnológicos em ritmo surpreendentemente veloz. Quem termina a leitura de “A grande mudança”, do controvertido Nicholas Carr, comprova que a tecnologia não tem limites, aparentemente. Estamos vivendo uma transformação equivalente a propiciada pelo surgimento da eletricidade. A descoberta de Thomas Edison alterou completamente não só os processos de produção como a estrutura social do mundo todo. A facilidade com que aquela nova tecnologia poderia ser distribuída, aliado a um custo extremamente baixo, originou o surgimento da vasta classe média americana, por exemplo, além do nascimento de uma série de produtos para o lar, como o rádio, o telefone, a máquina de lavar, o ferro elétrico, até uma infinidade de produtos que gerariam uma outra mudança: a casa como local de diversão e relaxamento. Os novos equipamentos fizeram a farra da publicidade, que prometia, principalmente às mulheres, o descanso merecido. Ledo engano. “À medida que outros aparelhos elétricos começaram a inundar os lares durante a primeira metade do século XX, foram acontecendo mudanças semelhantes nas normas sociais. As roupas tinham de ser trocadas mais vezes, os tapetes tinham de ser mais limpos, as ondas e cachos de cabelos tinham de ser mais definidos, as refeições tinham de ser mais sofisticas e a louça e a prataria tinham de ser mais abundantes e reluzir com brilho mais intenso. Tarefas que tinham de ser realizadas de tantos em tantos meses, agora tinham de ser feitas de tantos em tantos dias. Quando os tapetes tinham de ser levados para fora para a limpeza, por exemplo, esse trabalho sé era feito algumas vezes por ano. Com um aspirador de pó à mão, tornou-se um ritual semanal e até mesmo diário”. Ou seja, a libertação feminina das tarefas caseiras fora uma ilusão e durou o que duram os sonhos, na frase de Machado de Assis. As teorias sobre as possibilidades da internet se parecem com o sentimento que havia em torno da eletricidade, quando da sua descoberta. Uma parcela acreditava que aquilo era bom, mas não era bem tudo aquilo. Outros sabiam que o mundo jamais seria o mesmo e que as possibilidades eram infinitas. E existiam, sempre tem, os que não se preocupavam com a situação, pois não os atingia diretamente. Com a web, acontece a mesma coisa. Para alguns, as possibilidades são infinitas; para outros, muda alguma coisa, mas não tanto assim. (É a turma que acredita que jornais existirão sempre do mesmo modo como até hoje existiram). E têm aqueles que acreditam que estão fora da rede. Como tratamos do que virá a acontecer, naturalmente que não há quem possa responder com exatidão. Uma premissa, porém, é de que todos, sem exceções, participam da rede. Ninguém está fora. Muito além de uma mudança econômica, “A Grande Mudança” alerta para o alvorecer de uma era de transformações radicais na forma como nos relacionamos tanto com as máquinas quanto como com os outros seres humanos.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Grande Mudança”, de Nicholas Carr, publicado pela editora Landscape, em 2008 e com 254 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Landscape
Páginas: 254
Ano: 2008
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8577750663
ISBN13: 9788577750665
Sobre a editora
Os livros da editora LANDSCAPE apresentam uma variedade marcante entre narrativas de suspense policial, histórias de investigação e relatos históricos com forte apelo documental. O leitor encontra desde tramas que exploram tensões sociais e conflitos pessoais em contextos históricos densos, até guias práticos para comunicação e desenvolvimento pessoal. O catálogo revela obras que combinam ritmo acelerado e clima de mistério com abordagens mais informativas e didáticas, como em temas de negócios, marketing e autoconhecimento. Essa diversidade indica um foco editorial que privilegia tanto o entretenimento por meio de thrillers e narrativas de ação quanto o aprofundamento em temas contemporâneos e históricos, sempre com linguagem acessível e envolvente.
