
Título: A guerra de mil anos
Autor: Wibsson Ribeiro
Sinopse: A guerra de mil anos, estreia do autor alagoano Wibsson Ribeiro, reúne três contos marcados pela experimentação autoficcional e por diferentes modos de encarar o esgotamento - da linguagem, das relações e das cidades. No primeiro, três jovens de Maceió se instalam em São Paulo e passam os dias entre trabalhos precários, descompassos afetivos e a tensão constante que emana do centro da cidade. A narrativa se concentra num único dia, culminando em um episódio violento no bairro de Santa Cecília. A escrita, seca e atenta aos pequenos gestos, tenta dar forma ao torpor e à ameaça que habitam o cotidiano contemporâneo. No segundo conto, o cenário é Maceió, onde um professor da rede pública inicia uma conversa perturbadora com uma entidade que talvez seja espiritual, talvez demoníaca. A história se constrói a partir de colagens e citações literárias, num tom que oscila entre o delírio místico e a exaustão intelectual. Já o último conto assume a forma de um diário, escrito por um narrador melancólico que atravessa dias ensolarados à maneira dos filmes de Éric Rohmer, nos quais o desamparo parece sempre escondido sob a luz. Três narrativas que, cada uma a seu modo, buscam uma forma de narrar diferentes experiências de falência - pessoal, histórica e ficcional.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A guerra de mil anos”, de Wibsson Ribeiro, publicado pela editora Editora Cachalote, em 2025 e com 138 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Editora Cachalote
Páginas: 138
Ano: 2025
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6583003627
ISBN13: 9786583003621
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Cachalote propõem uma experiência de leitura que combina experimentação formal e uma linguagem densa, frequentemente poética e multifacetada. O catálogo privilegia obras que exploram a memória, o corpo, a linguagem e a identidade, muitas vezes atravessando fronteiras entre gêneros como poesia, conto e romance. A narrativa pode ser tanto fragmentada e caleidoscópica quanto marcada por um ritmo intenso e uma prosa carregada de imagens sensoriais. Há uma atenção constante ao uso inventivo da língua, que se manifesta em textos que dialogam com o visual, o sensorial e o político, convidando o leitor a uma imersão que exige participação ativa. Em meio a essa diversidade, a Editora Cachalote apresenta obras que transitam entre o experimental e o narrativo, entre o íntimo e o coletivo.
