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A Hora Azul

Título: A Hora Azul

Autor: ALONSO CUETO

Sinopse: ?Um magnífico romance que descreve com lucidez e fantasia as seqüelas de dez anos de guerra civil e terrorismo.? Mario Vargas Llosa Apontado pela crítica literária espanhola como o sucessor de Mario Vargas Llosa pela forma com que escreve sobre as contradições e conflitos da sociedade peruana, o escritor Alonso Cueto vem ao Brasil convidado pela Flip para lançar o inédito A Hora Azul, livro vencedor do prêmio literário espanhol Herralde de melhor romance de 2005. Baseado em episódios reais e ambientado na Lima dos anos 90, o livro narra a história de Adrián Ormache, respeitado advogado de 42 anos, que leva uma vida confortável, até descobrir as atrocidades cometidas por seu pai, oficial da Marinha, durante o conflito ocorrido nos anos 80 entre os guerrilheiros do Sendero Luminoso e o exército peruano. Entre outros crimes brutais, o comandante Ormache seqüestrou e estuprou uma jovem índia, Miriam. Sem pensar nas conseqüências, o militar apaixona-se por ela e, em vez de matá-la, decide mantê-la como prisioneira em um campo militar. Ao saber da existência de Miriam, que acaba fugindo da prisão, tudo será revirado na rotina de Adrián: a vida familiar, as relações sociais e o trabalho. Quando finalmente encontra a índia e entende o que aconteceu, todas as certezas e princípios que sempre lhe nortearam desmoronam por completo. 'Eu definiria esta obra, como um conto de fadas às avessas, porque trata de um personagem, Adrián Ormache, que sai de um mundo ideal para conhecer o mal (...) e descobre a verdadeira cara de seu país, das torturas, dos sobreviventes e da guerra', afirmou Cueto em entrevista ao jornal El País. ?O mal é fascinante e o descobrimento do horror é uma via de acesso ao ser humano?, continua o autor. 'A primeira parte do livro se parece muito com um thriller ou uma novela de detetive', reconhece Cueto numa referência a busca do advogado Adrián pelo paradeiro da índia Miriam. 'A idéia que está por trás da trama é de que nos condicionamos para sepultar em nosso inconsciente a dor e o sofrimento dos outros, mas cedo ou tarde isto reaparece', explica Cueto. Esta não é a primeira vez que o autor peruano se refere à complexa e violenta história política de seu país. Seu romance anterior, ?Grandes Miradas?, aborda, sem paliativos, o horror e a violência que sustentaram o regime do ex-presidente Alberto Fujimori. Apesar de contar uma história tipicamente peruana, o texto de Cueto segue um estilo narrativo anglo-saxão que pode ser comparado à obra de autores como Paul Auster e Henry James. Não há elementos do realismo mágico nem reminiscências do boom da literatura latino-americana em A Hora Azul. O próprio Cueto se identifica com uma corrente realista, característica da melhor literatura de seu país. ?É certo que nós peruanos temos seguido por outros caminhos diferentes do resto da América Latina. Para mim, os argumentos dos meus livros estão aí? conclui o autor.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A Hora Azul”, de ALONSO CUETO, publicado pela editora OBJETIVA, em 2006 e com 336 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: OBJETIVA

Páginas: 336

Ano: 2006

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573028009

ISBN13: 9788573028003

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,500
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,90

Sobre a editora

Os livros da editora Objetiva proporcionam uma experiência de leitura que transita entre narrativas densas e reflexivas, com forte presença de temas históricos, psicológicos e culturais. O catálogo revela uma preferência por textos que exploram conflitos humanos profundos, como paixões intensas, dilemas morais e a complexidade das relações pessoais, muitas vezes ambientados em contextos históricos ou sociais marcantes. A linguagem costuma ser acessível, mas com rigor intelectual, equilibrando obras de caráter mais narrativo e outras com tom mais ensaístico ou biográfico. Há também espaço para a literatura de ficção com suspense e fantasia, que se contrapõe a títulos de não-ficção que abordam política, ciência e comportamento. Essa diversidade sugere um público leitor interessado em ampliar horizontes por meio de leituras que estimulam a reflexão e o conhecimento.

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