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A Inconstancia da Alma Selvagem

Título: A Inconstancia da Alma Selvagem

Autor: Eduardo Viveiros de Castro

Sinopse: Sei de poucos antropólogos que tenham influenciado tanto o seu campo quanto Eduardo Viveiros de Castro; muito menos com a erudição, a ousadia e o pensamento incisivo que são sua marca; menos ainda que tenham articulado com tanto brilho debates fundamentais da disciplina com o material raramente explorado da etnologia das terras baixas da América do Sul. Melhor dizendo: o que Eduardo Viveiros de Castro faz é explorar as consequências da linguagem sociológica fundante que traz à tona nas sociedades amazônicas: coisas como a corporalidade, o idioma da predação, os modos da afinidade, o perspectivismo. Esses princípios e mecanismos básicos, por pouco ortodoxos que a princípio pareçam, trazem para a antropologia uma nova linguagem analítica, que se presta singularmente à compreensão do que se poderia chamar a terceira geração da etnologia, aquela que se está construindo sobretudo nos campos da Nova Guiné e da Amazônia. Essa é uma etnologia que não tenta se encaixar em tipologias que nada mais são do que hipóstases de conceitos de outras bandas; se as há, as hipóstases deste livro são amazônicas. Não por acaso, como os conceitos de Lévi-Strauss, que tomaram forma a partir de materiais análogos (ao mesmo tempo que moldaram as categorias pelas quais podemos tentar entendê-los). É nessa grande tradição que se insere Eduardo Viveiros de Castro.
Os oito capítulos deste livro evidenciam a fecundidade e a continuidade de sua contribuição: fecundidade porque cada um, a seu modo, marcou época; e continuidade porque se esclarecem certos fios condutores que desembocam nas suas colocações mais radicais. Radical é, com efeito, levar a sério a ontologia de sociedades amazônicas. E radical é sobretudo, usando suas palavras, "a reconstituição da imaginação conceitual indígena nos termos da nossa própria imaginação conceitual". Temos sorte de ter um radical desses. Manuela Carneiro da Cunha

Contexto da obra

Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “A Inconstancia da Alma Selvagem”, de Eduardo Viveiros de Castro, publicado pela editora UBU, em 2017 e com 475 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.

Editora: UBU

Páginas: 475

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: pt-br

ISBN: 8592886279

ISBN13: 9788592886271

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Eduardo Viveiros de Castro conduz a um mergulho em perspectivas que desafiam as fronteiras tradicionais entre sujeito e objeto, natureza e cultura. A prosa transita entre o erudito e o poético, ora incisiva, ora contemplativa, convidando o leitor a repensar o mundo a partir de cosmovisões indígenas, especialmente amazônicas. A tensão nasce do embate entre a filosofia ocidental e as formas de pensamento ameríndias, que propõem uma visão plural e dinâmica da existência. São textos que exigem atenção cuidadosa, pois a reflexão se constrói em diálogos entre antropologia, política e ecologia, com ritmo que varia do ensaio denso à narrativa mais acessível. Essa experiência de leitura abre uma fresta para um outro regime de percepção, marcado por inquietações sobre o futuro do planeta e a própria noção de humanidade.

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