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A  Madona de Cedro

Título: A Madona de Cedro

Autor: Antonio Callado

Sinopse: Callado nunca se conformou com as mentiras oficiais e em toda a sua vida de escritor e de jornalista fez questão de mostrar o Brasil como ele é. Em a "Madona de cedro", seu segundo romance, publicado em 1957, o escritor utiliza-se das técnicas do romance policial - e um pouquinho do estilo de James Joyce, escritor que, ao lado de Marcel Proust, inspiraram-lhe para o ofício - para mostrar como funcionam os mecanismos da injustiça e da opressão. A trama se desenvolve em torno de uma imagem sacra roubada na cidade histórica de Congonhas do Campo. O enredo, a composição dos personagens e a preocupação com a estética já evidenciam a rapidez de raciocínio do escritor, seu senso agudo para observar a realidade e sua incrível capacidade de concisão ao narrar em poucas palavras situações de extrema tensão. A firmeza em denunciar as injustiças sociais, exercitada com brilhantismo nesta obra, valeriam a Callado mais tarde (1964 e 1968) duas prisões durante o regime militar.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Madona de Cedro”, de Antonio Callado, publicado pela editora Nova Fronteira, em 2004 e com 223 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 223

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Antonio Callado revela uma prosa que combina rigor jornalístico com densidade ficcional, onde a crítica social se entrelaça a narrativas de forte tensão moral e política. O ritmo varia entre construções cuidadosas e momentos de urgência dramática, como em relatos que evocam situações de conflito e opressão. A experiência é marcada por personagens que carregam dilemas profundos, muitas vezes presos entre princípios éticos e circunstâncias adversas, o que cria um clima de introspecção e conflito interno. A linguagem, ao mesmo tempo concisa e rica, sustenta uma denúncia clara das injustiças, sem abrir mão de uma exigência estética que mantém o leitor atento à complexidade dos temas. Nos livros de Antonio Callado, o leitor encontra um convite à reflexão sobre os mecanismos de poder e a resistência, com narrativas que oscilam entre o íntimo e o coletivo, o histórico e o pessoal.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Nova Fronteira revela um equilíbrio entre obras literárias densas e textos acessíveis, com atenção especial à qualidade da tradução e ao cuidado editorial. O ritmo das narrativas varia bastante, desde a fluidez envolvente de romances clássicos até o humor sutil e a leveza da poesia e das crônicas. O catálogo sugere uma preferência por histórias que exploram conflitos internos, dilemas pessoais e contextos históricos, muitas vezes com um tom reflexivo ou crítico, mas que também pode se abrir para o lúdico e o fantástico. A diversidade de formatos inclui desde ensaios e análises literárias até graphic novels e livros infantis ilustrados, o que amplia o alcance para diferentes públicos e estilos de leitura.

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