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A Máquina de Madeira

Título: A Máquina de Madeira

Autor: Miguel Sanches Neto

Sinopse: Uma enorme máquina taquigráfica chega ao Rio, vinda numa embarcação do Recife. Quem acompanha o desembarque é seu criador, o padre Francisco João de Azevedo. A máquina é uma das revoluções do século XIX. Com ela, sermões e discursos poderão ser transcritos com agilidade até então desconhecida, como que num registro do próprio progresso brasileiro. É um momento de ebulição nas ciências nacionais. Dezenas de inventores se agrupam no prédio da Exposição Universal, que receberá visita do imperador d. Pedro e de investidores do mundo todo. Nas ruas, a expectativa de um salto industrial e econômico para o Brasil. Neste romance histórico, o escritor Miguel Sanches Neto usa a trajetória do padre Azevedo, precursor da máquina de escrever e quase desconhecido entre nós, para narrar a formação da identidade de um país. Com humor e um olhar por vezes ferino, mostra um Rio de Janeiro que tenta caminhar do exótico para o moderno, um lugar onde os ventos europeus contracenam com resquícios do Brasil colônia. A figura do padre professor, impelido à desastrada aventura no Rio por suas habilidades manuais e ânsia pelo progresso, serve de baliza para uma trama maior, de exploradores e explorados, de articulações políticas e econômicas, que vai da intriga nos corredores do Paço à residência de uma certa amante do imperador, passando pelos melhores bordéis da cidade. Em meio a essa quase tragicomédia brasileira, surge um personagem denso e complexo. Entre a fé e a ciência, entre o amor e o dever, Azevedo representa uma nova mentalidade. No descompasso de suas ideias progressistas e as já velhas tradições nacionais, surge uma reflexão atual sobre um país sempre em movimento. No Rio de Janeiro do século XIX, recriado minuciosamente por Miguel Sanches Neto, é o Brasil de hoje que se desvela.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A Máquina de Madeira”, de Miguel Sanches Neto, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2012 e com 248 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 248

Ano: 2012

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535921923

ISBN13: 9788535921922

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,310
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,50

Sobre o autor

A leitura dos livros de Miguel Sanches Neto revela um autor que transita entre o íntimo e o cotidiano, construindo narrativas que se apoiam em uma prosa que ora é leve e bem-humorada, ora densa e introspectiva. Seus textos exploram a tensão entre a vida do escritor e a criação literária, com um ritmo que pode ser contemplativo, quase meditativo, especialmente quando mergulha em memórias, leituras e reflexões sobre o ato de escrever. A experiência é marcada por personagens que vivem dilemas familiares, pessoais e sociais, com uma linguagem que valoriza a precisão e a economia de palavras, sem perder a profundidade emocional. O humor aparece com sutileza, muitas vezes para aliviar ou iluminar situações de angústia e solidão. Os livros de Miguel Sanches Neto convidam o leitor a uma imersão na complexidade das relações humanas e na busca constante pela palavra certa, criando uma intimidade que se constrói lentamente ao longo da leitura.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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