
Título: A metáfora crítica
Autor: João Alexandre Barbosa
Sinopse: A noção de presentificação no poema não exclui a de representação. Todavia, esta visão excludente pertence a muitos dos defensores da nova crítica literária (ou a seus detratores) que desta forma a compreendem de um ângulo bastante empobrecedor. João Alexandre Barbosa, em um exame de diferentes processos literários, teóricos e práticos, desfaz definitivamente, apoiado na noção de metáfora, esse mal-entendido. Para o autor, a metáfora não deve ser vista como simples integrante de um repertório de figuras vazias e sim incorporada ao esforço humano de constituição do real. No poema, porém, esta constituição se realiza como oposição, ou seja, coloca em xeque a validade do próprio mundo como representação. Assim a penetração correta na natureza da metáfora orienta a totalidade do procedimento crítico para o vórtice da especificidade poética, simultaneamente aberta e fechada ao mundo, transitiva e intransitiva. Uma superação das últimas posições em crítica literária. Mallarmé pela óptica de Valéry, o Modernismo de 22, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, João Cabral, são os temas escolhidos pelo autor, o dado literário concreto onde se imprime a marca de um pensamento crítico novo.
Contexto da obra
Na crítica literária, livros como este costumam ampliar a leitura de autores, obras e tradições. “A metáfora crítica”, de João Alexandre Barbosa, publicado pela editora Perspectiva, em 1974 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Crítica Literária. Na prática, isso ajuda a situar o livro como apoio valioso para quem quer ler obras e autores com mais contexto.
Editora: Perspectiva
Páginas: 160
Ano: 1974
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8527305666
ISBN13: 9788527305662
Sobre a editora
Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.
