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A Montanha Branca

Título: A Montanha Branca

Autor: Jorge Semprún

Sinopse: "A dialética comunista significa o negativo, o antigo e o novo, a negação da negação, a identidade dos contrários e a contradição dos idênticos. A inesgotável e miraculosa capacidade da história de ultrapassar-se negando sua positividade e afirmando sua negatividade. Isso não é sublime? Não é, de fato, somente quando um comunista se torna agente do inimigo de classe que seus camaradas decidem expulsá-lo ou até mesmo executá-lo. É também quando ele se torna agente de si mesmo, ator e não mais somente instrumento da razão-do-partido, do espírito-do-partido. É quando ele decide tornar-se o indivíduo singular, um ser bastante louco, bastante irresponsável por querer marcar a história do movimento comunista com sua iniciativa pessoal. Mas ele só marcará essa história com o exemplo de sua punição exemplar, com a iniciativa da aceitação, abjeta e ao mesmo tempo gloriosa, dessa punição, em benefício da honra histórica da revolução".

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Montanha Branca”, de Jorge Semprún, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1987 e com 306 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 306

Ano: 1987

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Jorge Semprún é uma imersão em memórias atravessadas pela dor e pela reflexão política, onde o passado se apresenta em fragmentos intensos e muitas vezes desconcertantes. A prosa se movimenta entre o relato íntimo e o panorama histórico, com um ritmo que ora é tenso e urgente, ora meditativo e quase fragmentário. A experiência do autor em campos de concentração e sua militância política aparecem como um pano de fundo que não pesa, mas que sustenta uma narrativa marcada pela complexidade das emoções e das ideologias. A tensão reside no embate entre a memória dolorosa e a necessidade de compreender a própria identidade, criando uma escrita que desafia o leitor a acompanhar ziguezagues temporais e mudanças de perspectiva. Em meio a isso, os livros de Jorge Semprún não oferecem respostas fáceis, mas convidam a refletir sobre a resistência, a culpa e a passagem do tempo.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Nova Fronteira revela um equilíbrio entre obras literárias densas e textos acessíveis, com atenção especial à qualidade da tradução e ao cuidado editorial. O ritmo das narrativas varia bastante, desde a fluidez envolvente de romances clássicos até o humor sutil e a leveza da poesia e das crônicas. O catálogo sugere uma preferência por histórias que exploram conflitos internos, dilemas pessoais e contextos históricos, muitas vezes com um tom reflexivo ou crítico, mas que também pode se abrir para o lúdico e o fantástico. A diversidade de formatos inclui desde ensaios e análises literárias até graphic novels e livros infantis ilustrados, o que amplia o alcance para diferentes públicos e estilos de leitura.

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