
Título: A mulher e seus nomes: Lacan e o feminino
Autor: Maria Josefina Sota Fuentes
Sinopse: Neste trabalho, o tema das mulheres serviu de terreno para elucidar a influência mútua entre psicanálise e feminismo, movimentos que nasceram da emergência do feminino na cultura. Busca mostrar que o aforismo lacaniano 'A mulher não existe', longe de negar o feminino ou denegrir as mulheres, refereria-se a ausência do significante da mulher no inconsciente, a partir do qual se imporia o mote central desta investigação; de que maneira cada mulher enfrentaria a falta de uma identificação para o feminino, quando a referência ao falo não especifica seu modo de gozo nem diz o que ela é como mulher? O problema do feminino, que não se esgotaria com a revolução cultural das mulheres no século XX, permaneceria em questão não somente para elas como para todo ser de linguagem, quando qualquer identificação que se assuma, pretensamente de gênero ou não, repousaria sobre um furo, um real impossível de nomear, senão de suportar. Se o desafio da posição feminina de ser não-toda já havia sido evocado por Lacan, poderia-se ainda diferenciar as máscaras da mulher que a extraviam do real do gozo que lhe concerne, dos nomes de um sinthoma que a mulher poderia tecer para si, quando consentisse com seu gozo enigmático, mas com o impossível em questão.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A mulher e seus nomes: Lacan e o feminino”, de Maria Josefina Sota Fuentes, publicado pela editora SCRIPTUM, em 2012 e com 312 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: SCRIPTUM
Páginas: 312
Ano: 2012
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Scriptum apresentam uma leitura que oscila entre o rigor técnico e o lirismo contido, frequentemente explorando temas ligados à medicina, psicanálise e ciências humanas. A experiência de leitura costuma ser densa, com textos que mesclam abordagens teóricas e relatos clínicos, além de propostas práticas, como exercícios e análises de casos. O catálogo revela um interesse por narrativas que investigam a subjetividade, o corpo e as relações sociais, muitas vezes com um tom reflexivo e um ritmo que convida à pausa e à reflexão. Há obras que privilegiam a linguagem precisa e econômica, enquanto outras adotam um estilo mais discursivo e interdisciplinar.
