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A Mulher Faminta

Título: A Mulher Faminta

Autor: Tiago Germano

Sinopse: “O que é cada mulher que amamos, cada relacionamento que vivemos, senão um morto-vivo, a viver-morrer cada vez que chega ao fim?” A pergunta ecoa de personagem para narrador neste romance, uma história de amor que vai ganhando ares de thriller à medida que conhecemos Mayra e Lorna, antípodas femininas na trajetória de um herói tão mórbido e anônimo quanto os seus obituários, publicados diariamente nas páginas de um pequeno jornal. Como em Alan Pauls, referência que se anuncia já na epígrafe do livro, o amor aqui é uma afecção, um pesadelo que transformará para sempre as vidas desses três personagens. E nada impedirá o passado de retornar em looping, feito o filme de zumbi que se repete infinitamente no apartamento onde, também já sabemos de entrada, há alguém morto escondido. Em A Mulher Faminta, camadas de ficção se sobrepõem numa narrativa que expõe ainda o atordoamento de uma geração diante da liquidez de sua época – a liquidez, talvez, do próprio amor: essa cólera que também floresce em tempos de apatia.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A Mulher Faminta”, de Tiago Germano, publicado pela editora Moinhos, em 2018 e com 228 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Moinhos

Páginas: 228

Ano: 2018

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8545557310

ISBN13: 9788545557319

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,536
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre a editora

A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.

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