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A Neurose Obsessiva

Título: A Neurose Obsessiva

Autor: Charles Melman

Sinopse: O que proponho imediatamente à atenção de vocês é que o pai que o obsessivo visa é, primeiramente, para o obsessivo, o pai que está no Outro. È aquele que Lacan chama de ao-menos-um. E o obsessivo visa este pai que esta no Outro, o ao-menos-um. Também quer dizer aquele que esta no Real, e ele o visa tentando castrá-lo por seu amor. Castrar o pai por seu amor? Que historia é esta? Esta historia é a mesma de nossa religião, o pai que amamos na religião enquanto ele é puro amor por seus filhos e enquanto renunciou ao sexo. Para os gregos e para os romanos tal coisa nunca existiu, é uma criação, uma força de nossa religião ter estabelecido um pai que nos ama, que para nós é puro amor, mas que, ele mesmo, é fora do sexo. E é por isto que dou esta pequena nota clínica – com freqüência, o obsessivo ama seus avós. Vocês sempre vão poder verificar isto: ele sempre tem um apego particular pelos avós. Vocês me dirão, atenção, mas o Deus judeu é um Deus que não é somente puro amor, é um Deus ciumento, e também é um Deus guerreiro mas aí está a força própria, a invenção, a criação de nossa religião – é um Deus fora-do-sexo.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Neurose Obsessiva”, de Charles Melman, publicado pela editora Companhia de Freud, em 2004 e com 130 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia de Freud

Páginas: 130

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8585717785

ISBN13: 9788585717780

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Charles Melman conduz a uma imersão em reflexões densas sobre o inconsciente, a subjetividade e as transformações culturais que atravessam o desejo e as relações humanas. O tom, por vezes técnico e rigoroso, é equilibrado por uma abordagem que se mantém próxima das experiências cotidianas, como a relação com o sexo, a paranóia e os vínculos sociais. A prosa exige atenção e oferece um ritmo que alterna entre o denso e o acessível, convidando o leitor a acompanhar um pensamento que não se contenta com respostas fáceis. A tensão está na articulação entre conceitos psicanalíticos complexos e questões vivas, atuais, que afetam a vida emocional e social. Em alguns momentos, a escrita se volta para o detalhe clínico, em outros, para panoramas culturais amplos, sempre com um olhar que busca entender o que permanece oculto sob a superfície dos comportamentos.

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