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A paixão segundo G.H.

Título: A paixão segundo G.H.

Autor: Clarice Lispector

Sinopse: Conhecemo-la pelas enigmáticas iniciais – o nome, nunca chegaremos a descobrir. G.H., independente e segura das suas escolhas, é uma escultora bem relacionada nos círculos do Rio de Janeiro. Numa manhã igual a outras, o seu mundo vai expandir-se depois de se pulverizar. Primeiro, a sua empregada despede-se; em seguida, G.H. decide limpar o quarto que ela habitava: um espaço vazio e imaculado. É aí que acontece um encontro epifânico com uma barata que rasteja de dentro de um armário. Perante a visão do inseto, G.H. submerge num questionamento existencial agudo, rasga fronteiras, põe em causa o seu lugar no universo e, num sentido mais extremo, a sua própria humanidade. Tendo como núcleo uma experiência-limite e como clímax um episódio chocante, A paixão segundo G.H. é o teatro anatómico da condição humana: disseca pulsões primordiais (desejo, medo, transgressão), ao mesmo tempo que convida o leitor à travessia de um mundo oculto. Depois da descida ao inferno, e por entre as ruínas daquilo em que antes acreditava, irrompe, afinal, o gesto humano mais elementar: o combate pela vida. Um dos mais célebres romances de Clarice Lispector, A paixão segundo G.H. é um prodígio da imaginação e do engenho literário. Uma história tão inquietante quanto luminosa. «Um texto maior da literatura do século XX. […] A maior parte das vezes, o que acontece com Clarice é que ela nos dá encontros de vida. A grande fulminação é o impulso vital que as suas palavras contêm. Lendo-a, aproximamo-nos do seu mundo denso e verdadeiro. É por isso que, em espelho, nos estamos sempre a rever nos seus textos.» Carlos Mendes de Sousa Os elogios da crítica: «Clarice Lispector tinha uma inteligência lapidar, um instinto visionário e um sentido de humor que ia desde o deslumbramento ingénuo até à comédia maliciosa. Um corpo literário impressionante que não tem par na literatura.» Rachel Kushner «Uma escritora verdadeiramente notável.» Jonathan Franzen «Lispector escrevia como se nunca ninguém tivesse escrito antes. Foi um dos génios do século XX, na mesma liga de Flannery O’Brien, Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Extraordinariamente original e brilhante, sedutora e inquietante.» Colm Tóibín «Uma das escritoras mais misteriosas do século XX.» Orhan Pamuk «Brilhante e inclassificável. Elegante, culta, temperamental, Lispector é uma artista emblemática que pertence ao mesmo panteão de Kafka e Joyce.» Edmund White «Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar […], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.» The New York Times «Uma das maiores escritoras do último século.» The Guardian «As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.» The Times Literary Supplement

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector, publicado pela editora Companhia das Letras Portugal, em 2025 e com 208 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia das Letras Portugal

Páginas: 208

Ano: 2025

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13: 9789895833306

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Clarice Lispector é uma imersão em um universo onde o fluxo de consciência e a introspecção profunda se entrelaçam com uma linguagem que desafia as formas convencionais. A prosa pode ser ao mesmo tempo lírica e áspera, movendo-se entre o íntimo e o existencial, com personagens que parecem estar em constante mutação, cujas identidades se diluem e se recriam ao longo da narrativa. Essa experiência é marcada por uma tensão entre o real e o onírico, onde o leitor é convidado a acompanhar monólogos interiores e epifanias que revelam as contradições da alma humana. O ritmo varia entre passagens densas e fragmentadas e momentos de quase silêncio, criando um efeito de proximidade e estranhamento simultâneos. Clarice explora o poder das palavras para captar o indizível, deixando perguntas abertas sobre a identidade, o sentido da existência e a relação entre linguagem e realidade.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Companhia das Letras Portugal costumam explorar a complexidade das relações humanas e a busca pela identidade, frequentemente ambientados em cenários urbanos como Lisboa, mas também em espaços simbólicos e históricos variados. A narrativa tende a mesclar o íntimo e o social, com personagens que enfrentam dilemas profundos ligados à memória, à família, à condição feminina e à passagem do tempo. O tom oscila entre o confessional e o reflexivo, com textos que ora apresentam uma escrita lírica e sensível, ora se mostram mais diretos e provocadores. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a paternidade, a maternidade, a herança cultural e as tensões entre tradição e modernidade.

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