
Título: A poeira da casa ainda dança
Autor: Marina Grandolpho
Sinopse: É usando Adília Lopes e Alejandra Pizarnik como epígrafe que Marina Grandolpho inicia A poeira da casa ainda dança. O título deste livro nos traz uma imagem poderosa: a poeira que ainda evolui coreograficamente no espaço da casa. Ao longo do livro, sujeiras e rituais de limpeza se alternam, em um trajeto que nos convida a percorrer também certa linha do tempo, refúgios, ruínas, lembranças vagas que antecedem “o esquecimento completo/ : basta um sopro”. Mas espanar a poeira, soprá-la, não é limpar, é espalhar, é propor um novo movimento, é convidá-la para o salão, dois para cá, dois para lá. Aqui a poeira ainda dança, mesmo que não recorde exatamente como devem ser os passos. Portanto, mais do que limpar a poeira das lembranças, a proposta é evoluir pelo espaço com ela, pois trata-se da poeira que, como a memória (e como o poema), “(...) sempre fica”. — Lilian Sais, escritora Marina Grandolpho nasceu e vive no interior de São Paulo. Formada em Letras pela UFSCar e doutora em Estudos Literários pela Unesp, é professora e escritora. Possui publicações em revistas e portais literários, além de textos como destaques e finalistas em coletâneas. No início de 2023, publicou Maquinário feminino e outras conversas (Patuá), seu livro de estreia. Agora, é a vez do seu segundo livro de poemas: A poeira da casa ainda dança.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A poeira da casa ainda dança”, de Marina Grandolpho, publicado pela editora Patuá, em 2024 e com 92 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Patuá
Páginas: 92
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6558649101
ISBN13: 9786558649106
Sobre a editora
Os livros da editora Patuá convidam o leitor a navegar por universos literários que exploram a intensidade das emoções e a complexidade das relações humanas, muitas vezes atravessadas por temas como memória, identidade e transformação. A leitura costuma oscilar entre o lírico e o inquietante, com narrativas que transitam entre o realismo poético e o fantástico, sem abrir mão de um tom reflexivo e, por vezes, melancólico. A prosa e a poesia se entrelaçam em textos que desafiam a linearidade, valorizando a fragmentação e a experimentação formal. O catálogo revela obras que dialogam com questões sociais atuais, como sexualidade, violência e silêncio, sempre com uma escrita que privilegia a densidade afetiva e o ritmo cadenciado.
