
Título: A primeira pedra
Autor: Pedro Machado
Sinopse: A primeira pedra é um livro que impacta por suas diversas camadas. Por um lado, se trata de um dispositivo de alfabetização sobre os bastidores do pluriverso cristão evangélico brasileiro. Ao mesmo tempo, um exercício literário em que Pedro Machado desenvolve aspectos relevantes sobre um mundo que, à primeira vista, atirar a primeira pedra parecia ser uma regra. Mas, como a condição humana não se curva à meia dúzia de princípios, os contos escapam de vários clichês, sejam aqueles vindos da imaginação de quem não habita os territórios evangélicos, tanto quanto sobre o que nativos cristãos protestantes pensam sobre o “mundo”. O livro é um convite para humanizar uma população atravessada por estereótipos baratos e a estética proselitista dos “donos da verdade”. Pedro Machado não se curva a nada disso, expõe as contradições humanas e explora feridas vivas junto com as cicatrizes do “pecado”. A “vida de crente” surge com minúcias e requintes dos papéis do medo e do amor vivendo lado a lado. Ao mesmo tempo que se trata de um livro para ser devorado como se o apocalipse pudesse acontecer a qualquer momento, ele também exige o tempo “certo” das coisas, o tempo de nascer, o tempo de crescer, o tempo de ler e o tempo de digerir a leitura. –
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A primeira pedra”, de Pedro Machado, publicado pela editora Malê, em 2024 e com 156 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Malê
Páginas: 156
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585893131
ISBN13: 9786585893138
Sobre a editora
Os livros da editora MALE oferecem uma experiência de leitura marcada pela presença forte da cultura negra, com narrativas que transitam entre o íntimo e o coletivo, o cotidiano e o histórico. A sensibilidade na construção dos personagens permite ao leitor entrar em suas casas, sentir suas dores e sonhos, muitas vezes atravessados por tensões sociais e políticas. O catálogo inclui obras que exploram desde contos com olhar atento às micro relações até romances distópicos com atmosfera angustiante, além de textos que misturam prosa poética e fragmentos de memória. A diversidade de estilos vai do relato ficcional à escrita ensaística, sempre com um tom que provoca reflexão e envolvimento emocional. Em muitos casos, a ancestralidade africana e a insurgência poética são temas centrais, revelando um compromisso com a representatividade e a reinterpretação das narrativas tradicionais.
