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A Produção de Informações Estratégicas

Título: A Produção de Informações Estratégicas

Autor: Washington Platt

Sinopse: A “Produção de Informações Estratégicas” [1] é uma obra seminal, especialmente no Brasil. Trata-se da tradução do livro Strategic Intelligence Production: Basic Principles, de 1957, livro indicado como referência histórica pelo centro de estudos Kent da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA na sigla em inglês) com a seguinte descrição: Um estudo da produção de inteligência a partir da perspectiva do trabalho do analista, com ênfase em ferramentas e métodos úteis que tendem a tratar a metodologia das ciências sociais como algo peculiar à inteligência. O autor tinha experiência em inteligência de combate durante a Segunda Guerra Mundial e depois na produção de inteligência. (Tradução livre) [2] Outro aspecto que a torna clássica é o próprio responsável pela tradução, o então capitão, Heitor Aquino Ferreira, braço direito do Coronel/General Golbery do Couto e Silva, mentor do Serviço Nacional de Informações (SNI). A importância histórica é contundente quando examinamos a série de livros de Elio Gaspari sobre o período militar recente do Brasil (1964-1985), onde existe a indicação que a “expressão ‘comunidade de informações’ aparece pela primeira vez na linguagem política brasileira em 1967, no livro A produção de informações estratégicas, do general americano Washington Platt”, na página vinte para ser mais preciso. Prossegue Gaspari: “Era um trabalho clássico para os serviços de informações americanos. Golbery guardava seu exemplar nas estantes de Jacarepaguá. Longas negociações com a Biblioteca do Exército, editora natural para esse tipo de obra, esbarraram no preço que ela cobrava pela edição. Regateando, o general foi ao seu caderno de telefones de conspirador. Conseguiu que o livro fosse lançado pela Agir, de propriedade do aristocrático Cândido Guinle de Paula Machado, da linhagem dos concessionários do porto de Santos e dos fundadores do Jockey Club e do Banco Boavista.” ([3] p. 158) A formação do profissional de informações, como também são conhecidos os membros da inteligência brasileira, passa pela leitura obrigatória, até os dias atuais, dessa obra. A antiga Escola Nacional de Informações (EsNI) o tinha como referência principal, conforme aponta o jornalista Lucas Figueiredo em sua obra sobre a história da inteligência brasileira. “A escola tinha uma bíblia: A produção de informações estratégicas, (...) o livro abordava técnicas para produção de informações pela via ostensiva. Tinha 328 páginas e um texto árido, com temas como ‘Princípios gerais da atividade mental’ e ‘A soma de muitos nada resulta em alguma coisa’.” ([4] p. 231) Resumindo, o livro é um clássico fundador do pensamento de produção de informações estratégicas como método de criação de inteligência para apoio a tomada de decisão na área governamental no Brasil e, em parte, também nos Estados Unidos. E nos dias atuais ainda é citado em vários trabalhos de inteligência competitiva e estatal. A obra de Platt possui a forma de um manual de produção de informações estratégicas e possui o intuito de propor uma doutrina para o método de produção, no dizer do autor uma necessidade atual, em 1957, para os profissionais da área. Deve-se assinalar que o contexto histórico, tanto da publicação nos Estados Unidos (1ª edição em 1957), como na tradução para o Brasil, publicada dez anos depois em cima da 2ª edição estadunidense de 1962, é o da Guerra Fria. O conflito ideológico os exemplos do texto de forma declarada. Arcádia, país presumivelmente amigo dos EUA e Cortínia, país atrás da ‘cortina de ferro’, inimigo e que é o alvo constante da produção de informações, são os casos imaginários sempre escolhidos. Apesar de clara, a abordagem ideológica não chega a atrapalhar o andamento da construção de uma doutrina para a área, onde, por sinal, é veementemente exaltado o método científico como referência para a criação de inteligência de forma séria e com resultados reais, inclusive com a aproximação do enquadramento das Informações Estratégicas como uma espécie de Ciência Social Aplicada.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Produção de Informações Estratégicas”, de Washington Platt, publicado pela editora Biblioteca do Exército, em 1974 e com 333 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Biblioteca do Exército

Páginas: 333

Ano: 1974

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8575062328

ISBN13: 9788575062326

    Sobre a editora

    Os livros da editora Biblioteca do Exército oferecem uma leitura marcada por relatos detalhados e análises rigorosas sobre história militar e geopolítica, com foco especial em episódios do Brasil e da Segunda Guerra Mundial. A experiência de leitura costuma ser sóbria e informativa, com narrativas que vão do testemunho direto de combates à biografia de figuras militares emblemáticas. O tom é frequentemente formal, com linguagem clara, adequada para quem busca compreender o contexto histórico e estratégico das Forças Armadas. O catálogo revela uma preocupação em apresentar tanto aspectos humanos quanto técnicos da guerra, incluindo estudos sobre a psicologia do combatente e a arte da guerra clássica.

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