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A Psicanálise dos Contos de Fadas

Título: A Psicanálise dos Contos de Fadas

Autor: Bruno Bettelheim

Sinopse: Os contos de fadas, considerados por pais e educadores até pouco tempo como "irreais", "falsos" e "cheios de crueldade", são, para as crianças, o que há de mais real, por lhes falar, em linguagem mágica sobre o que é real dentro delas. Os pais temem que os contos de fadas afastem as crianças da realidade, por meio do encantamento e da fantasia. Porém, o real, a que adultos comumente se referem, é o extremo, é o mundo circundante, talvez mais cruel do que o das fadas; o conto de fadas, por outro lado, fala de um mundo fantástico, que é bem mais real para as crianças. Isto fica ainda mais claro quando as histórias se situam na "Terra do Nunca", ou no "Era uma vez um país muito longe...", ou "Numa época em que os bichos falavam", evidenciando, assim, que não se trata do aqui, nem do agora da realidade adulta, mas de um território fora do tempo e do espaço. Durante muito tempo, os contos de fadas jazeram esquecidos, desprezados e banidos sob a alegação de irreais e selvagens, em vista de suas tramas sempre altamente dramáticas. Depois que a psicanálise desmitificou a "inocência" e a "simplicidade" do mundo da criança, os contos de fadas voltaram a ser lidos (e discutidos) justamente por descreverem um mundo pleno de experiências, de amor, mas também de destruição, de selvageria e de ambivalências. A psicanálise provou que, na verdade, os pais temem que os filhos os identifiquem com bruxas e monstros, ogros e madrastas e, consequentemente, deixem de amá-los. Porém, ao contrário, podendo vivenciar tudo, identificando a si mesmos e aos pais com personagens dos contos, os filhos têm sua agressividade diminuída, podendo amar os pais de maneira mais sadia. O conto, assim, contribui para um melhor relacionamento familiar, desmanchando as fontes de pressão agressiva que poderiam ser dirigidas aos pais.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, de Bruno Bettelheim, publicado pela editora Editora Paz e Terra, em 2015 e com 512 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Editora Paz e Terra

Páginas: 512

Ano: 2015

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Bruno Bettelheim mergulha o leitor em um universo onde o fantástico e o real se entrelaçam para revelar as complexidades da infância. A prosa é clara e acessível, evitando fórmulas prontas, mas conduzindo a uma reflexão profunda sobre os contos de fadas e seu papel na formação emocional das crianças. O ritmo é contemplativo, convidando a desacelerar para entender as camadas simbólicas presentes nas histórias infantis, que não são meras fantasias, mas expressões do mundo interno infantil. Há uma tensão constante entre o que os adultos consideram cruel ou irreal e o que, para as crianças, é uma verdade essencial. Os livros de Bruno Bettelheim exploram essa ambivalência com sensibilidade, revelando como a fantasia ajuda a lidar com medos e desejos. A experiência é tanto intelectual quanto emocional, pois desafia o leitor a repensar conceitos sobre educação, desenvolvimento e psicanálise.

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