
Título: A psicanálise pode ser diferente
Autor: Sanches Paraná
Sinopse: Gisela Paraná Sanches é uma das precursoras no estudo da obra de Sándor Ferenczi no Brasil. Médico e psicanalista húngaro, Ferenczi (1873-1933) foi um dos primeiros e mais íntimos discípulos de Freud que, em função da originalidade de suas ideias, de sua capacidade crítica e de seu pensamento visionário foi, pouco a pouco, tornando-se um autor incompreendido e, por isso mesmo, marginal à psicanálise que se instituía na época. E é a partir de Ferenczi (um autor simultaneamente clássico e moderno) que Gisela propõe, neste livro, um novo modelo de trabalho clínico em psicanálise que rompe com o paradigma positivista dentro do qual trabalham os psicanalistas tradicionais. Radical – no sentido original do termo, como só quem é corajoso o suficiente para ir à raiz das questões –, a autora desmistifica uma série de dogmas psicanalíticos (especialmente em relação à técnica e à postura do analista) que têm se perpetuado em nosso meio sem qualquer questionamento. Nas palavras da autora: “O título deste trabalho, A psicanálise pode ser diferente, surgiu de modo bastante interessante. Ao longo de vários anos de experiência como professora universitária, sempre que começavam as aulas sobre a obra de Sándor Ferenczi ouvia, com grande frequência, de meus alunos, a exclamação: ‘Ah, então a psicanálise pode ser diferente!?!’ E tal surpresa se referia ao fato de os estudantes descobrirem – com grande satisfação – que a psicanálise não tinha que ser, necessariamente, aquele processo de muitos anos de duração; no qual obrigatoriamente se teria que deitar num divã; cuja frequência das sessões não poderia ser menor do que quatro vezes semanais; em que o analista passaria longos períodos em silêncio, numa postura fria e distante; na qual não haveria qualquer comprometimento por parte do analista com a melhora, a cura, o desaparecimento de sintomas, a solução de problemas, ou o alívio de sofrimentos dos seus pacientes. Enfim, um mergulho caro, doloroso, longo e solitário, nas profundezas do inconsciente, sem qualquer garantia de ganho, desenvolvimento ou gratificação.” Assim, a autora mostra neste livro como se pode trabalhar clinicamente, respeitando de modo rigoroso os pressupostos teóricos absolutamente geniais (e jamais superados) propostos por Freud e desenvolvidos por seus sucessores, por meio de um modelo clínico moderno, atendendo às necessidades dos pacientes do século XXI. Ou será que alguém acredita, que se o próprio Freud estivesse vivo, continuaria atendendo seus pacientes do mesmo modo como o fazia nos anos 1920 e 1930?
Contexto da obra
Na Psicologia, livros como este costumam interessar tanto pela formação quanto pela reflexão que propõem. “A psicanálise pode ser diferente”, de Sanches Paraná, publicado pela editora Sá Editora, em 2020 e com 152 páginas, integra a categoria Livros de Psicologia. Esse enquadramento ajuda a situar melhor a obra entre leitura acadêmica, interesse clínico e reflexão sobre experiência humana.
Editora: Sá Editora
Páginas: 152
Ano: 2020
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6588349025
ISBN13: 9786588349021
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,250
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 0,80
Sobre a editora
Os livros da editora Sá Editora trazem narrativas que transitam entre o íntimo e o social, explorando relações humanas sob diferentes prismas, como o cuidado, a memória e o enfrentamento de desafios pessoais. A experiência de leitura costuma envolver personagens em situações de transformação, muitas vezes marcadas por conflitos emocionais profundos ou pela busca de autoconhecimento. O tom varia do sensível e reflexivo ao leve e bem-humorado, especialmente em obras voltadas para o público infantil. O catálogo indica uma atenção especial a temas como psicanálise, espiritualidade e trajetórias de vida, com histórias que podem ser tanto mais narrativas quanto informativas, dependendo do foco do livro. Essa diversidade convida o leitor a navegar entre relatos pessoais, ensaios e ficções que dialogam com questões contemporâneas e existenciais.
