
Título: A Roseira do meu Quintal
Autor: Suelen Vieira
Sinopse: Suelen Vieira, no seu livro de estreia A roseira do meu quintal, apresenta ao leitor palavras vivas encharcadas de aromas, cores e dores. Além disso, evidencia a memória estalada pela ferrugem do portão-personagem que se abre para a Área e nos leva à Roseira e infinitas Raízes que insistem em cravar no chão do quintal os causos de mulheres e homens que habita(ra)m sua existência e a fazem viva em sua fortaleza e fraquezas: “ver o corpo de minha avó é mirar meu amanhã/no olho mágico do tempo”. Suelen fala de si, cavoca no mais profundo do seu ser, daquelas que vieram antes e que na maternagem a compuseram: avós, mãe, tias, elos de uma corrente infinita de força e crença no amanhã. É na água que deságua dos olhos da poeta que do barro amassado, ela se molda, se reconstrói. As palavras não pedem permissão, elas invadem as páginas e como tambores ancestrais ressoam memórias de bem querer e mal querer, alegrias e dores. Ademais, acenam para um presente que lavada a alma almeja a comunhão entre elas, o feminino que habita a poeta e todas as mulheres, que nos dizeres poéticos se reencontram também ali e em novos territórios. A palavra poética que faz morada neste quintal, se tem um compromisso, é o da insubmissão, rasgar o silêncio de tempos de dor e esgarçar a voz de cura! Eliane Debus
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Roseira do meu Quintal”, de Suelen Vieira, publicado pela editora Caravana, em 2024 e com 108 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caravana
Páginas: 108
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6552232594
ISBN13: 9786552232595
Sobre a editora
Os livros da editora Caravana convidam o leitor a navegar por narrativas que transitam entre a intimidade e o coletivo, frequentemente explorando temas como identidade, memória e relações humanas sob perspectivas diversas. O catálogo apresenta desde contos que misturam ficção e realidade, até poemas que dialogam com questões sociais e políticas, criando um ambiente de leitura que ora é reflexivo, ora carregado de tensão e emoção. A linguagem varia entre o poético e o direto, com textos que podem ser densos e filosóficos ou ágeis e envolventes, atendendo a públicos que buscam tanto um mergulho introspectivo quanto histórias com ritmo narrativo marcado. As obras sugerem um interesse por vozes periféricas e múltiplas, incluindo perspectivas negras, LGBTQIA+ e regionais, revelando um cuidado em dar espaço a experiências pouco representadas.
