
Título: A Senhorita de Tácna
Autor: Mario Vargas Llosa
Sinopse: Mario Vargas Llosa, o romancista tantas vezes premiado, estréia em teatro com a peça A SENHORITA DE TÁCNA. Trouxe para a dramaturgia seus "demônios", isto é, sua experiência vital, sua identificação com a classe média e sua simpatia para com os oprimidos. No microcosmo em que se enfrentam, e movem os personagens, Mario Vargas Llosa retrata um segmanto urbano que, nem por isso, se abstrai dos grandes problemas do Peru: o nacionalismo, a estratificação e rigidez das classes, os grandes abismos sociais, a industrialização e o problema agrário, os tabus e a hipocrisia, os problemas do índio e do negro. Com isto, cria enfoques múltiplos e reveladores, sem mensagem demasiado explícita, mas sem dar as costas à sua responsabilidade social. Fica reservado ao leitor/espectador a decisão, após viver a obra como uma experiência a mais. Mostra-nos ainda o sistema que aliena, obrigando a determinadas condutas e condicionamentos, a mediocridade dos diversos personagens agarrados pela armadilha vital, seres insatisfeitos, anti-heróis sem grandeza, cujas virtudes e defeitos se confundem e entrelaçam. O bem e o mal resultam em dois lados da mesma impotência. Sobressaem Mamaé, a senhorita de Tácna, revolucionária a seu modo, que desiste de ver no casamento a "salvação", e o escritor Belisário, que se dispõe a escrever a peça a que assistiremos, em que fala de sonhos, angústias e fracassos existenciais de uma época e um Continente.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Senhorita de Tácna”, de Mario Vargas Llosa, publicado pela editora Francisco Alves, em 1986 e com 86 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Francisco Alves
Páginas: 86
Ano: 1986
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora FRANCISCO ALVES apresentam uma experiência de leitura marcada pela diversidade temática e pela profundidade narrativa. O catálogo reúne desde romances que exploram trajetórias pessoais e sociais em cenários brasileiros, como a vida difícil de migrantes urbanos, até obras que discutem questões institucionais e históricas, como estratégias de defesa nacional e análises diplomáticas. Há também espaço para literatura de mistério com investigação policial detalhada, além de textos que abordam a memória, o tempo e a identidade sob perspectivas literárias e filosóficas. O tom varia entre o introspectivo e o investigativo, com narrativas que podem ser densas e reflexivas ou carregadas de tensão e suspense. O material de apresentação indica ainda uma preocupação com a construção cuidadosa dos personagens e o entrelaçamento de histórias pessoais com contextos mais amplos.
