
Título: A Sombra de Outubro
Autor: Pierre Dardot
Sinopse: Muito se tem debatido acerca da Revolução de 1917, da ascensão e queda do socialismo soviético, do triunfo dos mercados e da adesão dos governos comunistas à lógica capitalista. Porém, o problema de fundo da esquerda em todo o mundo continua a ser o mito bolchevique, a ideia de que a verdadeira Revolução é aquela de outubro, com sua práxis autoritária, e tudo que isso implica ao se fazer dela a medida pela qual todas as ações políticas de mudança têm de ser mensuradas. Qual o significado, hoje, de Outubro? Christian Laval e Pierre Dardot procedem a uma revisão crítica desse evento tão mitificado e mal compreendido, evidenciando como o bolchevismo traiu os sovietes da Revolução de Fevereiro: em lugar da auto-organização popular, o culto ao Estado e a seu líder e a luta pelo poder a todo custo e sua manutenção. Laval e Dardot tomam como contraponto a isso a Revolução Mexicana – que seguia outro caminho, influenciada pelo anarquismo – e, como modelo ilustrativo da forma de atuação bolchevique, a Guerra Civil Espanhola e seu conflito interno entre os antifascistas libertários e stalinistas. A partir dessa perspectiva, os autores defendem uma nova política comum que, vinculada a outras experiências revolucionárias, seja capaz de concretizar democraticamente o autogoverno, dissipando de uma vez por todas a Sombra de Outubro.
Contexto da obra
Nas Ciências Políticas, livros como este costumam dialogar com instituições, ideias e vida pública. “A Sombra de Outubro”, de Pierre Dardot, publicado pela editora Perspectiva, em 2018 e com 192 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Políticas. Esse enquadramento ajuda o leitor a perceber melhor a natureza analítica da obra e seu lugar no debate político.
Editora: Perspectiva
Páginas: 192
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788527311380
Sobre a editora
Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.
