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AGRONEGOCIO E INDUSTRIA CULTURAL

Título: AGRONEGOCIO E INDUSTRIA CULTURAL

Autor: Ana Manuela Chã

Sinopse: Nas universidades brasileiras a forma de separação e organização da produção de conhecimento colocou em gavetas muito distantes a questão agrária e o debate sobre comunicação, cultura, arte, ideologia e hegemonia. Os temas são estudados em faculdades distintas e muito raramente as pesquisas desenvolvidas abordam as interfaces e as múltiplas determinações de fenômenos intrinsecamente articulados. Um dos grandes méritos do livro de Ana Chã é abordar um fenômeno concreto e indagar o objeto a partir de suas próprias contradições, perseguindo no fio da meada da história a trilha que nos leva a compreender como aspectos aparentemente tão distintos fazem parte do mesmo modo de produção. O recorte histórico da investigação sobre as conexões entre o modelo de produção do agronegócio e a indústria cultural no Brasil parte da década de 1960, momento em que esta articulação se consolida, com a implementação do ciclo de modernização conservadora instituinte da atual configuração do bloco histórico hegemônico. A pista para o trabalho foi dada por Lupércio Damasceno, um valoroso militante do setor de Cultura do MST, que formulou uma equação original: a cultura popular está para a reforma agrária tal como o agronegócio está para indústria cultural. A questão colocada encontrou terreno fértil no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial da América Latina e Caribe (TerritoriAL), fruto de parceria pioneira da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), espaço em que diversas áreas de conhecimento são articuladas para pensar o real enquanto fenômeno possível de ser percebido como totalidade, passível de ser transformado. O argumento de Ana Chã aborda as formas de atuação das empresas no campo da comunicação e cultura articulada com o levantamento e análise de dados sobre as políticas culturais das empresas e a relação dessas ações com a capilaridade dessas empresas, que dimensionam a territorialização do agronegócio no Brasil.

Contexto da obra

Nas Ciências Sociais, obras como esta costumam interessar pela forma como ampliam a leitura da sociedade. “AGRONEGOCIO E INDUSTRIA CULTURAL”, de Ana Manuela Chã, publicado pela editora Expressão Popular, em 2018 e com 208 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Sociais. Por isso, o livro tende a ganhar força quando lido também como ferramenta de compreensão do mundo social.

Editora: Expressão Popular

Páginas: 208

Ano: 2018-12-01

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8577433404

ISBN13: 9788577433407

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,238
  • Altura (cm): 14,00
  • Largura (cm): 21,00
  • Espessura (cm): 3,00

Sobre a editora

Os livros da editora Expressão Popular costumam oferecer uma leitura densa e crítica, que mescla política, história e teoria social com uma linguagem acessível e didática. O catálogo privilegia narrativas que exploram a militância, as lutas sociais e o pensamento marxista, muitas vezes apresentando análises históricas detalhadas e debates sobre o papel das classes trabalhadoras, movimentos populares e a educação. A experiência de leitura envolve tanto textos biográficos e históricos quanto reflexões teóricas que dialogam com os desafios contemporâneos, sempre com um tom engajado e comprometido. A diversidade do catálogo pode ser percebida na coexistência de obras mais narrativas, como relatos de militantes e biografias, e outras mais informativas e analíticas, como estudos sobre imperialismo, educação e economia política.

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