
Título: Água Confessa
Autor: Patrícia Hoffmann
Sinopse: "O mundo vive perfeitamente bem sem a poesia. Ela é algo inútil no sentido prático da vida e sua maior aceitação, mesmo, é entre os próprios poetas." A consideração é de Patrícia Claudine Hoffmann, 22 anos, uma das revelações na poesia joinvilense nos últimos cinco anos. Estudante de letras, ela obteve o primeiro lugar por dois anos consecutivos, em 1999 e 2000, no Concurso Nacional de Poesia Lindolf Bell; o primeiro lugar no 6º Prêmio Escriba, de Piracicaba (SP), em 2000; e, no mesmo ano, o 1º lugar no Concurso Nacional de Poesia Cidade de Blumenau. Em 2002, integra a lista dos 19 selecionados para a edição antológica do Prêmio Escriba de Poesia, promovido pelo município de Piracicaba, onde concorreu com outros 1.200 poetas brasileiros. Sonhadora, como se auto-define, Patrícia vê a poesia como uma forma de sensibilidade. "Crianças que entram em contato com a poesia nos primeiros anos de escola tornam-se cidadãos mais sensíveis, mais abertos para a literatura e artes em geral", acredita. Embora tenha uma trajetória de 13 anos dedicados à poesia, foi nos últimos cinco que seu trabalho ganhou força e notoriedade. Mais familiarizada com o processo de produção, trabalha em busca de um equilíbrio. "Antes eu ficava meses sem escrever, agora me programo para manter uma constância, geralmente à noite", fala. E Patrícia precisa do silêncio para resgatar as imagens e sensações que capta durante o dia. Não consegue criar em meio ao caos. Seu instinto pede tranqüilidade, sensação como a da baía da Babitonga, vista do trapiche do Espinheiros, na zona Norte de Joinville, local onde escolheu para conversar. "Meu cérebro está permanentemente a serviço da poesia, a impressão é de que não quero perder nada. Quero olhar tanto o interior como o exterior. Tento encontrar elementos para entrelaçar no poema", esclarece. Ao contrário de outros colegas, sempre mantém caneta e papel dentro da bolsa: uma forma de guardar singularidades que não aparecem todos os dias. Segundo Patrícia, poeta e criança têm muito em comum. Vivem em mundos à parte, encontram uma essência que se perde no mundo dos adultos. Assim, os trabalhos que chamam a atenção da jovem escritora são aqueles que fogem da mediocridade. Que convencem, gritam, pulsam. Selecionada ano passado, ao Périplo Literário, com "Água Confessa", Patrícia já trabalha noutro projeto e conta com o apoio do grupo Zaragata para aperfeiçoar a produção. É lá que encotra formas de instrumentalizar o estudo sobre a poesia e a teoria poética, multiplicando o aprendizado. "Em nossas discussões aprendi que é preciso estudar cada vez mais, buscar o imaginário e o prazer estético e repelir o óbvio da poesia", arremata. Estátua de Pedra (à rocha que me esculpiu) Aprendo a trilha de tuas sensibilidades. Travo o combate fingido da indiferença. Escavo teus olhos com a profundidade da fuga e faço a leitura arterial da palavra rompida em nossos lábios metafóricos que eufóricos, transitam entre a razão e o silêncio incendiário de duas literaturas contrárias. Arbitrária a distância desse caos que nos bifurca. Instintos suicidas nas despedidas sempre pela metade da frase: paráfrase de almas em extinção na construção da aurora. Aproximação de textos: pretextos de urgência. Malediscências éticas de discursos sutis, improvisados e inúteis. Profundidade de versos em poemas distintos que jamais habitarão o mesmo livro, sob o crivo inconcluso de uma paixão sem métrica. Água Confessa, de Patrícia Hoffmann, Letradágua Editora, 76 páginas
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Água Confessa”, de Patrícia Hoffmann, publicado pela editora Letradágua, em 2001 e com 76 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Letradágua
Páginas: 76
Ano: 2001
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Letradágua oferecem uma experiência de leitura marcada por narrativas que transitam entre contos, crônicas e poesia, muitas vezes com tom intimista e reflexivo. O catálogo revela um interesse por temas humanos profundos, como memórias pessoais, relações cotidianas e o impacto de contextos históricos nas vidas individuais. Em algumas obras, há um ritmo mais pausado, quase meditativo, enquanto outras apresentam uma linguagem mais direta e simples, que aproxima o leitor da sensibilidade dos personagens. Além disso, o material sugere uma preocupação social, com menções a projetos que promovem o acesso à literatura em comunidades vulneráveis, ampliando o alcance da leitura para diferentes públicos.
