
Título: Águas de estuário
Autor: Velia Vidal
Sinopse: Águas de estuário reúne cartas da escritora afro-colombiana Velia Vidal com um amigo. Ao longo das cartas, a autora apresenta sua cidade natal, Bahía Solano, na Colômbia, compartilha como foi seu retorno ao Chocó, no litoral do Pacífico e sua dedicação à promoção da leitura e gestão cultural em sua comunidade. Através de metáforas, expõe sua subjetividade e ao mesmo tempo suas percepções sociais. O título faz alusão às bocas de rios que se direcionam para o mar e a mistura da água doce e salgada. Da mesma forma, a troca de cartas evidencia o mapa do Chocó desigual, em que a palavra e a literatura trazem outras possibilidades de enxergar o mundo. A filósofa Djamila Ribeiro, coordenadora do Selo Sueli Carneiro, afirma no texto de apresentação: “A estreia de Velia Vidal é um marco na trajetória da parceria entre Editora Jandaíra e Feminismos Plurais, abrindo caminhos para uma ponte diaspórica entre Brasil e Colômbia, cujo intercâmbio proporcionará à leitora e ao leitor uma oportunidade incrível de enriquecimento intelectual”.
Contexto da obra
Nas biografias, obras como esta costumam chamar atenção pelo encontro entre trajetória pessoal e contexto histórico. “Águas de estuário”, de Velia Vidal, publicado pela editora Jandaíra, em 2023 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Biografias. Por isso, o livro tende a ganhar mais profundidade quando o leitor observa também o mundo que se desenha ao redor da trajetória narrada.
Editora: Jandaíra
Páginas: 160
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9786550940294
Sobre a editora
Os livros da editora Jandaíra apresentam um diálogo constante com temas sociais urgentes, especialmente relacionados a questões raciais, feminismos dissidentes e educação antirracista. A leitura costuma ser marcada por uma escrita que combina rigor acadêmico e sensibilidade narrativa, com obras que transitam entre o ensaio, depoimentos autobiográficos e literatura infantil ou juvenil. O catálogo revela uma atenção especial a vozes marginalizadas, como mulheres negras, indígenas e grupos LGBTQIA+, sempre com um tom que convida à reflexão crítica e à transformação social. Além disso, há um interesse notável por temas contemporâneos como políticas públicas, empreendedorismo social e meio ambiente, apresentados com linguagem acessível e exemplos concretos.
