
Título: ALGIBEIRA DOS OLHOS
Autor: Pimenta Tácio
Sinopse: Este livro principiou em mim seu fascínio, pelo título. Prendeu meus olhos e minha atenção como se fora um par de ganchos macios: Algibeira dos olhos. A palavra antiga (algibeira) já me disse muito da mão que a escreveu, da mente que a pensou como repositório dos tesouros dos olhos. Poeta jovem que remete os sonhares e as visões a uma algibeira, em desuso para a maioria, forçosamente tem algo de profundo em sua visão de mundo. Foi com essa profundidade que Tácio Pimenta me apresentou-se poeta. Nada da melosidade das “poesias” que se veem espalhadas, empapadas do gosto popular; nada de maquiagem das rimas nem métrica silábica, a impor ou justificar o poema; nada que empobreça o sonhar do poeta. Algibeira dos olhos, alinhavado, cerzido, arrematado pela linha poética de Tácio Pimenta foi configurado em sete compartimentos, cada um uma fase de sua vivência, comportando os tesouros guardados na algibeira dos olhos em trama de memória, e além: vê no outro a velhice que (ainda) não tem. E vê nos outros poetas os pontos casados (pontos de cadeia) que tem. E os nomeia, e os homenageia numa humildade terna, passaporte suficiente para o estrear e o estrelato. Osmar Casagrande Campos
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “ALGIBEIRA DOS OLHOS”, de Pimenta Tácio, publicado pela editora Mórula Editorial, em 2024 e com 128 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Mórula Editorial
Páginas: 128
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6561280547
ISBN13: 9786561280549
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,195
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,80
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora Mórula Editorial trazem um diálogo intenso entre cultura, política e memória, frequentemente ancorados em pesquisas acadêmicas e perspectivas críticas sobre a realidade brasileira. A leitura desses títulos costuma exigir atenção a temas densos, como direitos humanos, violência estatal e questões sociais contemporâneas, mas também se abre para abordagens mais poéticas e artísticas, como o teatro de sombras e narrativas visuais ligadas à música. O catálogo revela uma pluralidade entre obras que investigam processos históricos e sociais com rigor documental e outras que exploram o improviso, o humor e a experiência estética, criando um contraste entre textos mais analíticos e outros de tom mais lírico ou experimental. A linguagem, em geral, é cuidadosa e reflexiva, com ritmo que pode variar do ensaio acadêmico ao relato sensível, sempre com um olhar atento às tensões políticas e culturais do país.
