
Título: Amadorismo
Autor: Jô Rodriguês
Sinopse: Por Wanda Alckmin - Escritora e membro da Academia Feminina Espírito-santense de Letras A poesia de Jô Rodrigues fala por si desde o seu início. Conta-nos desse sentimento que nasce e vem crescendo com o tempo... Sua poesia é pura coragem. Ela nos busca, nos instiga e nos faz refletir sobre os diferentes olhares que, ao mesmo tempo, nos causa espanto e alegria ao defrontarmos com a nossa própria companhia. Começarei pelos versos do Amadorismo em que a poeta se decreta em pedaços: “... pedacinhos de um sonho menino, que se acabou com uma voz alta, um grito, que vem lá do fundo de um corpo vazio onde se encontram pedaços; pedacinhos de um sonho lágrima de alguém que chora baixinho escondido no fundo de um corpo vazio, onde se encontram pedaços; pedacinhos de um sonho amor, que não existe nem aqui, e nem no fundo de um corpo vazio, que agora se encontra em pedaços: pedacinhos”. Suas palavras tecem significados específicos dentro de nós, leitores e nos clama a desvendar nossos mistérios, impulsionando-nos à completude desse “eu” que nunca conseguimos entender na sua extensão completa. Por isso, a poeta se revela em partes e procura, em número de seis, nos chamar, pois é assim que seus encontros se sucedem e agem sobre nós. A poesia de Jô Rodrigues rompe métricas, o que está preestabelecido, e traça o seu compromisso com as palavras, pois, como os poetas, ela faz o seu caminho atravessando várias fases do seu eu: “... Então como o que eles viram em mim era apenas loucura, eu me tornei louca... Era apenas doença, adoeci”. Outras vezes, o seu “eu” se encontra em reflexão: “... Faz-me repensar o tempo que não pensei. Faz-me tentar controlar minhas potencialidades. Faz-me pensar que ainda sei”. “Cansei desse perambulo onde as pessoas não se reconhecem, talvez elas próprias não se reconheçam”. A autora surpreende nos provocando seus segredos, segredos esses só revelados a quem quebra seus limites, saindo de seu labirinto e rompendo esse círculo com o seu verso em grito: “Não é crise existencial” Jô supera todas as etapas das suas seis fracções. E na sua madurez se permite a se cortar, a se tornar pedaços, indo ao encontro dos versos de Cecília Meirelles: “Aprendi com as primaveras, a deixar-me cortar e, a voltar sempre inteira”. Jô Rodrigues se refaz para se permitir cortar e em pedacinhos se recompõe e se torna inteira novamente e, cada vez mais inteira, chega até nós. Esse é o seu primeiro livro no qual ela sai de seu exílio e se rende às palavras, aos versos, à sua unificação inteira.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Amadorismo”, de Jô Rodriguês, publicado pela editora Ed. do Autor, em 2010 e com 83 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Ed. do Autor
Páginas: 83
Ano: 2010
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8590853209
ISBN13: 9788590853206
Sobre a editora
Os livros da editora Ed. do Autor apresentam uma variedade de temas que transitam entre a poesia sensível e a narrativa ficcional, com frequente presença de personagens femininas complexas e cenários que vão do urbano ao imaginário. A leitura revela um interesse por explorar conflitos internos, como o trauma e a busca por sentido, assim como questões sociais e históricas, incluindo aspectos culturais regionais e debates contemporâneos. O tom das obras varia do humor sarcástico ao reflexivo e do didático ao poético, oferecendo ritmos que ora são densos e contemplativos, ora mais ágeis e envolventes. O catálogo sugere uma diversidade editorial que inclui desde textos literários até ensaios com abordagem prática e científica, contemplando públicos que buscam tanto a emoção quanto a informação.
