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Anfitrião, Outra Vez

Título: Anfitrião, Outra Vez

Autor: Augusto Abelaira

Sinopse: O texto de Augusto Abelaira, Anfitrião, outra vez, escrito para teledramaturgia segue uma longa tradição teatral, que tem sua origem na comédia paliata, criada pelos romanos, no século III a.C. Esse gênero de comédia, que usava como vestimenta o pálio grego, mantinha estreitas ligações em sua origem com a comédia nova helênica, do século IV a.C. A comédia paliata buscava seus temas e histórias nos mitos gregos da Antigüidade. Assim aconteceu com o Amphitruo que, antes de ser um texto de Plauto, pertenceu à cultura helênica. É o primeiro de uma série de “Anfitriões”, cerca de 50, que serão escritos ao longo dos séculos. Também no teatro português a peça de Plauto teve seus seguidores, que trabalharam, à sua maneira, a seqüência dramática do texto romano. Camões escreveu o Auto dos Enfatriões para os salões do século XVI; Antônio José da Silva escreveu Anfitrião ou Júpiter e Alcmena, para o teatro de bonecos do século XVII, os bonifrates. Augusto Abelaira escreveu no século XX Anfitrião, outra vez para o teleteatro. Todos criam uma narrativa teatral para contar o mesmo mito, o nascimento de Hércules. Nos interessa examinar nesse trabalho as relações entre o Anfitrião da Antigüidade e o da Atualidade, buscando identidades e diferenças, pretendendo entender a recriação dessa comédia nos parâmetros do teatro do século XX.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Anfitrião, Outra Vez”, de Augusto Abelaira, publicado pela editora Moraes Editores, em 1980 e com 81 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Moraes Editores

Páginas: 81

Ano: 1980

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Augusto Abelaira oferece uma experiência marcada pela combinação entre uma prosa clara e uma estrutura narrativa inovadora, que frequentemente desafia a linearidade tradicional. O ritmo pode variar entre passagens fragmentadas, quase diarísticas, e construções próximas do teatro ou cinema, criando um jogo constante entre o íntimo e o coletivo. A tensão surge tanto das relações pessoais complexas quanto das contradições sociais e políticas que permeiam os enredos, sempre com uma sensibilidade que oscila entre o irônico e o trágico. A voz do narrador, ora reflexiva, ora provocadora, guia o leitor por universos onde o cotidiano se mistura com o existencial, e onde personagens jovens enfrentam dilemas de consciência e idealismo. Essa pluralidade torna a leitura dos livros de Augusto Abelaira um convite a pensar as formas e os sentidos da narrativa, assim como as tensões entre o indivíduo e o contexto histórico.

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